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Programa de Fonoterapia Intensiva 2019 reúne pacientes de oito Estados e do DF

Parceria entre FOB e Centrinho-USP promove reabilitação da fala e é diferencial na formação

Será realizada nesta quarta-feira, 20 de fevereiro, a cerimônia de encerramento do Programa de Fonoterapia Intensiva (PFI) – Edição 2019, uma parceria entre o Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) e o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho) da USP. O evento acontece às 16h, no Auditório Profa. Dra. Maria Cecília Bevilacqua (Bloco Didático 3 da FOB), com a presença de toda a equipe envolvida, pacientes, acompanhantes, autoridades do campus e convidados.

Participam do PFI estudantes do quarto ano de Fonoaudiologia da FOB, da Pós-Graduação da FOB e do HRAC e do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde do HRAC, sob a coordenação das professoras Maria Inês Pegoraro-Krook e Jeniffer de Cássia Rillo Dutka, ambas do Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade e do Programa de Pós-Graduação do Hospital.

Nesta edição, iniciada em 04 de fevereiro, o PFI atendeu 13 pacientes com fissura labiopalatina matriculados no HRAC que têm dificuldade de acesso qualificado à terapia de fala em suas cidades de origem, provenientes de oito Estados e do DF: Amazonas e Rondônia (Norte), Alagoas e Ceará (Nordeste), Distrito Federal e Goiás (Centro-Oeste), Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo (Sudeste).

No Programa, os pacientes são submetidos a uma média de 45 terapias (quatro sessões por dia), em um período de três semanas, de segunda a sábado, com a supervisão geral das docentes responsáveis.

As terapias ocorrem na Clínica de Fonoaudiologia da FOB e os atendimentos nas áreas de prótese de palato, odontopediatria, ortodontia, nasoendoscopia, videofluoroscopia, entre outras, ocorrem no HRAC.

Durante o período do PFI, são realizadas reuniões com todo o grupo envolvido – estudantes, professores, profissionais e coordenadores –, para discutir as técnicas utilizadas e a evolução do tratamento dos pacientes. Nesta edição de 2019, são cerca de 50 pessoas envolvidas, entre docentes, discentes, residentes, profissionais e pessoal de apoio.

Ao término, os pacientes são encaminhados para dar continuidade ao tratamento com fonoaudiólogos de suas cidades de origem, que recebem orientação e interagem com a equipe da USP-Bauru por meio de ferramentas de Telessaúde, em canal específico no site do HRAC.

“O Programa de Fonoterapia Intensiva se tornou um grande laboratório de estudo e desenvolvimento de métodos de diagnóstico e tratamento mais eficazes e rápidos das alterações de fala decorrentes das fissuras labiopalatinas e das disfunções velofaríngeas. Resultados inéditos decorrentes de pesquisas e inovação realizadas por estudantes de graduação e pós-graduação têm sido empregados na prática clínica não somente por profissionais da Fonoaudiologia que atuam no Centrinho-USP como também por fonoaudiólogos de várias regiões do país”, destaca a professora Maria Inês Pegoraro-Krook.

“Além dos pacientes receberem um tratamento de fala de alto nível, o ensino integrando estudantes de graduação e pós-graduação e residentes proporciona o desenvolvimento de pesquisas e a qualificação dos futuros profissionais da área da saúde para atender pacientes com anomalias craniofaciais, principalmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Programa é uma verdadeira força-tarefa em prol do ensino de qualidade, da pesquisa e, sobretudo, de um tratamento fonoaudiológico inédito e inovador”, destaca.