{"id":6205,"date":"2017-06-22T20:17:54","date_gmt":"2017-06-22T23:17:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.bauru.usp.br\/?p=6205"},"modified":"2017-07-20T11:42:18","modified_gmt":"2017-07-20T14:42:18","slug":"hraccentrinho-usp-50-anos-transformando-vidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bauru.usp.br\/?p=6205","title":{"rendered":"HRAC\/Centrinho-USP: 50 anos transformando vidas"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Institui\u00e7\u00e3o bauruense comemorou 5 d\u00e9cadas de atua\u00e7\u00e3o no dia 24 de junho<\/em><\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_6206\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-6206\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-6206\" src=\"http:\/\/www.bauru.usp.br\/wp-content\/uploads\/Foto-1-1-300x201.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"201\" srcset=\"https:\/\/www.bauru.usp.br\/wp-content\/uploads\/Foto-1-1-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.bauru.usp.br\/wp-content\/uploads\/Foto-1-1-768x515.jpg 768w, https:\/\/www.bauru.usp.br\/wp-content\/uploads\/Foto-1-1-1024x687.jpg 1024w, https:\/\/www.bauru.usp.br\/wp-content\/uploads\/Foto-1-1.jpg 1197w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-6206\" class=\"wp-caption-text\">Juliana Bonfim da Silveira com o filho Caio, na Recrea\u00e7\u00e3o do HRAC<\/p><\/div>\n<p>Assim que soube por um ultrassom na 24\u00aa semana de gesta\u00e7\u00e3o que seu filho nasceria com fissura labiopalatina, a m\u00e9dica veterin\u00e1ria Juliana Bonfim da Silveira, de Porto Uni\u00e3o (SC), pesquisou na internet sobre o assunto e descobriu o HRAC\/Centrinho da USP em Bauru.<\/p>\n<p>\u201cMesmo antes do Caio nascer, entrei em contato com o hospital e fiz o cadastro com o laudo dos exames que t\u00ednhamos. Logo ap\u00f3s o nascimento, o tratamento j\u00e1 estava marcado. Ele veio para o Centrinho a primeira vez com 3 meses. Atualmente est\u00e1 com 6 anos e j\u00e1 passou por 5 procedimentos cir\u00fargicos. J\u00e1 fechou l\u00e1bio, palato, fez a soltura do l\u00e1bio superior e agora fez a ponta do nariz, a columela. Segundo os m\u00e9dicos, ainda segue em tratamento at\u00e9 os 21 anos de idade\u201d, relata.<\/p>\n<p>Caio nasceu com fissura de l\u00e1bio bilateral e fissura de palato (c\u00e9u da boca) completa. A m\u00e3e conta que as primeiras dificuldades foram com a alimenta\u00e7\u00e3o, refluxos e gases, pois o beb\u00ea ingere ar durante a alimenta\u00e7\u00e3o. \u201cEu retirava leite materno e dava na mamadeira, com um bico especial que tampava o palato. Desde a primeira cirurgia j\u00e1 observamos melhoras e evolu\u00e7\u00e3o. Depois do fechamento do palato, com 1 ano, tudo mudou. Quando o Caio iniciou a fala j\u00e1 estava com o palato fechado, portanto n\u00e3o teve dificuldades com a fala. Gra\u00e7as \u00e0 efici\u00eancia de agendamentos do Centrinho, todos os tratamentos foram feitos nas etapas marcadas\u201d.<\/p>\n<p>Juliana deixa um recado especial \u00e0 equipe do Hospital: \u201co Centrinho significa muito nas nossas vidas, pois transformou a nossa realidade. \u00c9 um lugar de profissionais com muita empatia e humanidade com os pacientes. Sempre somos atendidos com um sorriso e um olhar amigo. Pessoas realmente maravilhosas e que gostam do que fazem. Gostar\u00edamos de agradecer ao Centrinho por todas as oportunidades de tratamento ao Caio, aos profissionais que fazem deste lugar um local m\u00e1gico e especialmente ao Dr. Garla [Luiz Alberto Garla, m\u00e9dico cirurgi\u00e3o do HRAC], que traz esperan\u00e7a de vida aos nossos cora\u00e7\u00f5es a cada etapa do tratamento. Ao Centrinho, parab\u00e9ns pelos 50 anos de trajet\u00f3ria e nosso muito obrigado\u201d!<\/p>\n<div id=\"attachment_6207\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-6207\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-6207\" src=\"http:\/\/www.bauru.usp.br\/wp-content\/uploads\/Foto-5-300x201.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"201\" srcset=\"https:\/\/www.bauru.usp.br\/wp-content\/uploads\/Foto-5-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.bauru.usp.br\/wp-content\/uploads\/Foto-5-768x515.jpg 768w, https:\/\/www.bauru.usp.br\/wp-content\/uploads\/Foto-5-1024x687.jpg 1024w, https:\/\/www.bauru.usp.br\/wp-content\/uploads\/Foto-5.jpg 1197w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-6207\" class=\"wp-caption-text\">Fachada do ent\u00e3o Hospital de Pesquisa e Reabilita\u00e7\u00e3o de Les\u00f5es L\u00e1bio-Palatais, na d\u00e9cada de 1970<\/p><\/div>\n<p><strong>Como tudo come\u00e7ou<br \/>\n<\/strong>Quando foi conclu\u00eddo o estudo realizado por professores da FOB \u2013 que identificou a incid\u00eancia de fissura labiopalatina em 1 a cada 650 crian\u00e7as da popula\u00e7\u00e3o escolar bauruense \u2013 e se iniciou, em 24 de junho de 1967, o atendimento dos casos diagnosticados, eles nem imaginavam o que viria a se tornar o HRAC\/Centrinho, hoje com excel\u00eancia reconhecida nacional e internacionalmente.<\/p>\n<p>Bernardo Gonzales Vono (Odontopediatria); D\u00e9cio Rodrigues Martins (Ortodontia); Halim Nagem Filho (Pr\u00f3tese); Jos\u00e9 Alberto de Souza Freitas, conhecido como Tio Gast\u00e3o (Radiologia); Ney Moraes (Odontologia Social); Noracylde Lima (Anatomia); e\u00a0Wadi Kassis (Cirurgia) foram os sete fundadores do ent\u00e3o Centro de Pesquisa e Reabilita\u00e7\u00e3o de Les\u00f5es L\u00e1bio-Palatais, que funcionou inicialmente em uma pequena sala da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/p>\n<p>Come\u00e7ava assim o trabalho do Hospital de Reabilita\u00e7\u00e3o de Anomalias Craniofaciais (HRAC\/Centrinho) da USP, com o objetivo de promover uma reabilita\u00e7\u00e3o integral do paciente: est\u00e9tica, funcional e psicol\u00f3gica, que transformaria milhares de vidas ao longo das d\u00e9cadas, assim como a do pequeno Caio e de sua fam\u00edlia.<\/p>\n<p><strong>Pioneirismo e inova\u00e7\u00e3o<br \/>\n<\/strong>Passado e presente do HRAC s\u00e3o fortemente marcados pelo pioneirismo e inova\u00e7\u00e3o. Foi o primeiro servi\u00e7o especializado no tratamento da fissura no pa\u00eds. Hoje, \u00e9 um dos poucos centros no mundo que utilizam microsc\u00f3pio em algumas cirurgias reparadoras de palato, o que torna a interven\u00e7\u00e3o mais precisa.<\/p>\n<p>Em 1990, foi realizada no Hospital a primeira cirurgia de implante coclear multicanal no Brasil, um dispositivo eletr\u00f4nico que estimula diretamente o nervo auditivo, por meio de pequenos eletrodos inseridos cirurgicamente dentro da c\u00f3clea, substituindo parcialmente as fun\u00e7\u00f5es desta parte do ouvido interno.<\/p>\n<p>Hoje, intensificam-se as buscas por novas tecnologias e solu\u00e7\u00f5es para o tratamento da defici\u00eancia auditiva, com o uso de diferentes pr\u00f3teses auditivas cirurgicamente implant\u00e1veis, algumas delas de forma in\u00e9dita no Brasil, apenas no HRAC. Essas pr\u00f3teses \u2013 cuja concess\u00e3o ainda n\u00e3o est\u00e1 completamente efetivada pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) \u2013 t\u00eam trazido qualidade de vida a dezenas de pacientes que n\u00e3o se beneficiam dos aparelhos convencionais ou implante coclear, por motivos anat\u00f4micos ou m\u00e9dicos (como malforma\u00e7\u00e3o de orelha ou otites m\u00e9dias cr\u00f4nicas). Elas promovem \u00f3timos resultados na transmiss\u00e3o do som, permitindo a audibilidade dos sons da fala. Al\u00e9m disso, estudos realizados com essas pr\u00f3teses t\u00eam conquistado pr\u00eamios nos mais importantes eventos cient\u00edficos internacionais da \u00e1rea, como os congressos das academias norte-americana e europeia de audiologia.<\/p>\n<blockquote><p><strong><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-6208\" src=\"http:\/\/www.bauru.usp.br\/wp-content\/uploads\/Foto-2-300x201.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"201\" srcset=\"https:\/\/www.bauru.usp.br\/wp-content\/uploads\/Foto-2-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.bauru.usp.br\/wp-content\/uploads\/Foto-2-768x515.jpg 768w, https:\/\/www.bauru.usp.br\/wp-content\/uploads\/Foto-2-1024x687.jpg 1024w, https:\/\/www.bauru.usp.br\/wp-content\/uploads\/Foto-2.jpg 1197w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>\u2018Trabalhamos para que nos pr\u00f3ximos 50 anos essa excel\u00eancia seja ainda mais ampliada\u2019<br \/>\n<\/strong>A professora Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado, atual superintendente do HRAC e diretora da FOB, destaca, na entrevista a seguir, o que o Hospital tem a comemorar nesses 50 anos, a import\u00e2ncia de todos que trabalharam e os que constroem hoje a sua hist\u00f3ria, e as perspectivas para o futuro. Antes de ingressar na carreira acad\u00eamica, a professora Maria Aparecida iniciou sua trajet\u00f3ria profissional no HRAC, atuando como odontopediatra entre 1984 e 1990.<\/p>\n<p><strong>O que representam esses 50 anos do HRAC\/Centrinho? O que a institui\u00e7\u00e3o tem a comemorar, tanto pela sua hist\u00f3ria como pelo trabalho desenvolvido hoje na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, pesquisa e ensino?<br \/>\n<\/strong><em>\u201cOs 50 anos do HRAC-USP significam toda uma trajet\u00f3ria de sucesso de uma iniciativa do professor doutor Jos\u00e9 Alberto de Souza Freitas, o nosso querido Tio Gast\u00e3o, que, enquanto professor da FOB-USP, soube motivar e enxergar uma perspectiva para poder proporcionar, ainda na d\u00e9cada de 1960, uma possibilidade de reabilita\u00e7\u00e3o para pacientes com fissuras. E, a partir dali, de uma cl\u00ednica, dentro da Faculdade de Odontologia de Bauru, e com a vis\u00e3o de um empreendedor, que \u00e9 o Tio Gast\u00e3o, o Centrinho se tornou uma refer\u00eancia mundial no tratamento, primeiro das fissuras, depois das s\u00edndromes, e posteriormente das defici\u00eancias auditivas. Nesses 50 anos o Centrinho se estabeleceu como uma institui\u00e7\u00e3o respeitada.<\/em><\/p>\n<p><em>Mais recentemente, mesmo com os percal\u00e7os na economia que o Brasil vive nos \u00faltimos 4 anos, podemos dizer o HRAC n\u00e3o declinou na qualidade e na excel\u00eancia daquilo que tem proporcionado aos seus milhares de pacientes que todos os dias est\u00e3o aqui no nosso hospital.<\/em><\/p>\n<p><em>E \u00e9 por essa hist\u00f3ria de \u00eaxito que n\u00f3s comemoramos esses 50 anos com olhar j\u00e1 em um novo momento, em que o Centrinho tem grandes desafios. Trabalhamos para que nos pr\u00f3ximos 50 anos essa excel\u00eancia e qualidade sejam ainda mais ampliadas, trazendo v\u00e1rias novas perspectivas. A mais recente foi a nossa parceria com a ONG internacional Smile Train, que dar\u00e1 novas possibilidades inclusive de financiamento de projetos e at\u00e9 mesmo de tratamento de pacientes, para que n\u00f3s possamos galgar outras etapas. Assim como essa, outras parcerias est\u00e3o sendo buscadas para podermos continuar comemorando a hist\u00f3ria de \u00eaxito de um hospital que come\u00e7ou pequenininho e que hoje \u00e9 reconhecido internacionalmente como o \u00fanico que oferece um tratamento humanizado e diferenciado para aqueles que nos buscam com o objetivo de ter uma oportunidade de se reabilitar e se integrar \u00e0 sociedade de uma maneira bastante adequada. Estamos trabalhando com afinco para que isso n\u00e3o se perca, para que isso se preserve e, mais do que isso, possa ser incrementado e melhorado todos os dias\u201d.<\/em><\/p>\n<p><strong>Qual a import\u00e2ncia daqueles que j\u00e1 ajudaram e de todos que constroem hoje a hist\u00f3ria do HRAC?<br \/>\n<\/strong><em>\u201cVale salientar aqueles que se dedicaram a construir essa hist\u00f3ria. Eu sempre digo que, para estar em uma posi\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7a como \u00e9 o caso do Centrinho, aqueles que nos antecederam trabalharam muito para que isso acontecesse. E essa hist\u00f3ria n\u00e3o pode se perder e n\u00e3o pode deixar de ser valorizada. J\u00e1 mencionei o Tio Gast\u00e3o, e h\u00e1 outros, como o professor Bernardo Vono e Luiz Ferreira Martins, que iniciaram e contribu\u00edram com essa trajet\u00f3ria. Aqueles que ao longo dos anos fizeram tamb\u00e9m o dia a dia do Hospital, como os professores Ruy C\u00e9sar Camargo Abdo (profissional com quem muito aprendi e tenho profunda gratid\u00e3o), Heli Brosco, \u00a0Leopoldino Capelozza, Omar Gabriel. Todos aqueles que ao longo desses 50 anos ajudaram a construir essa trajet\u00f3ria t\u00eam que ser lembrados e valorizados todos os dias, e devem se orgulhar muito de tudo isso que foi constru\u00eddo\u201d!<\/em><\/p>\n<p><strong>Qual o objetivo e foco principal do trabalho da atual gest\u00e3o? E quais as perspectivas para o futuro da institui\u00e7\u00e3o?<br \/>\n<\/strong><em>\u201cAssumi o Hospital em janeiro de 2016, em um momento bastante complexo da economia brasileira, com reflexo bem significativo na sa\u00fade p\u00fablica, e o Centrinho depende de recursos do Sistema \u00danico de Sa\u00fade, o SUS.<\/em><\/p>\n<p><em>Juntamente com uma equipe de profissionais que atuam h\u00e1 muitos anos no Hospital \u2013 as doutoras Cleide Carrara, Irene Bachega, Giovana Brand\u00e3o, Ana Almeida (tamb\u00e9m professora da FOB) e o doutor Ayrton Marques de Almeida \u2013, delineamos um projeto para que esses desafios fossem vencidos. Nosso foco, primeiramente, foi estabelecer os protocolos do Hospital (alguns ainda n\u00e3o tinham sido delineados), trouxemos para dentro do Centrinho a Divis\u00e3o de Sa\u00fade Auditiva (o que significou, al\u00e9m de otimiza\u00e7\u00e3o de gastos, uma integra\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os).<\/em><\/p>\n<p><em>Mais do que isso, trabalhamos para viabilizar o Centrinho naquilo que ele faz. Hoje estamos trabalhando tamb\u00e9m para que haja regula\u00e7\u00e3o via Departamento Regional de Sa\u00fade (DRS 6), de modo que, em um futuro n\u00e3o muito distante, voltemos a atender os novos pacientes do Brasil inteiro, mas a\u00ed com o repasse dos recursos dos outros Estados para o Estado de S\u00e3o Paulo. Quando os recursos s\u00e3o menores, como atualmente, temos que fazer uma gest\u00e3o para priorizar o atendimento dos pacientes da regi\u00e3o da DRS 6, depois do Estado de S\u00e3o Paulo, j\u00e1 que os recursos s\u00e3o do nosso Estado. Assim, com essa regula\u00e7\u00e3o, uma de nossas metas \u00e9 atender o Brasil todo, como sempre foi feito.<\/em><\/p>\n<p><em>Outro desafio: <\/em><em>temos a\u00ed um pr\u00e9dio de 22 mil metros quadrados que precisamos dar uma destina\u00e7\u00e3o. Estamos trabalhando arduamente e diuturnamente para que possamos viabilizar o pr\u00e9dio para a cidade, para o Estado e para o Brasil. E tamb\u00e9m, para que o Centrinho possa ser o ber\u00e7o da Faculdade de Medicina da USP em Bauru. Estamos em tratativas ainda, mas, enquanto eu estiver \u00e0 frente do Hospital, \u00e0 frente da FOB \u2013 e essa j\u00e1 foi a minha fala no dia em que assumi a gest\u00e3o na FOB, em mar\u00e7o de 2014 \u2013 eu estarei trabalhando incansavelmente para que isso seja viabilizado. E, claro, com a vinda da Faculdade de Medicina da USP para Bauru, muitas situa\u00e7\u00f5es que hoje temos dificuldade ser\u00e3o minimizadas, o que vai significar tamb\u00e9m um grande avan\u00e7o para o Hospital.<\/em><\/p>\n<p><em>N\u00e3o posso deixar de mencionar o professor Carlos Ferreira dos Santos, que tem sido meu fiel escudeiro, meu vice-diretor e meu substituto tamb\u00e9m no Centrinho, que em todos esses pleitos tem estado ao meu lado. E, em rela\u00e7\u00e3o particularmente \u00e0 Faculdade de Medicina, tamb\u00e9m menciono as for\u00e7as pol\u00edticas da cidade que temos buscado apoio. Estamos unidos para que o benef\u00edcio seja, al\u00e9m do Hospital, do munic\u00edpio, do Estado de S\u00e3o Paulo e do Brasil. \u00c9 importante dizer que, juntamente comigo, que estou fortemente envolvida nisso e com muita energia e vontade para que a Medicina USP Bauru aconte\u00e7a, essas outras pessoas e segmentos da sociedade tamb\u00e9m est\u00e3o empenhados para que possamos trazer essas v\u00e1rias solu\u00e7\u00f5es para Bauru. Portanto, isso n\u00e3o \u00e9 um trabalho individual, mas de v\u00e1rias pessoas que acreditam na for\u00e7a de trabalho do Campus USP Bauru e no melhor para nossa cidade\u201d.<\/em><\/p>\n<p><strong>Gostaria de destacar que mensagem ao p\u00fablico do HRAC neste anivers\u00e1rio?<br \/>\n<\/strong><em>\u201cGostaria de deixar uma mensagem de otimismo para os pr\u00f3ximos 50 anos. Hoje estou \u00e0 frente do Hospital. Espero que um dia, quando algu\u00e9m me substituir, receba o Hospital de uma maneira muito tranquila e que possa fazer uma gest\u00e3o de modo que o Centrinho tenha condi\u00e7\u00f5es de permanecer nos pr\u00f3ximos 50 anos t\u00e3o bem quanto nesses primeiros 50. J\u00e1 fizemos resolu\u00e7\u00f5es muito significativas para o dia a dia do Hospital, temos grandes desafios ainda pela frente, mas n\u00e3o temos receio de tomarmos as decis\u00f5es que forem necess\u00e1rias, mesmo aquelas que n\u00e3o s\u00e3o f\u00e1ceis de tomar. Temos certeza que, com responsabilidade e cuidado com o que \u00e9 p\u00fablico na gest\u00e3o, n\u00f3s continuaremos a oferecer para aqueles que nos buscam para a reabilita\u00e7\u00e3o \u2013 seja da fissura, das anomalias craniofaciais mais graves ou das defici\u00eancias auditivas \u2013 um tratamento de excel\u00eancia, humanizado e de qualidade. Manter isso \u00e9 o foco n\u00e3o s\u00f3 meu, mas do Magn\u00edfico Reitor da Universidade de S\u00e3o Paulo, professor doutor Marco Antonio Zago, e de todos aqueles servidores que, com muito amor, se dedicam todos os dias a construir essa hist\u00f3ria maravilhosa.<\/em><\/p>\n<p><em>Eu mesma comecei minha vida profissional no Hospital. Fui residente de odontopediatria e depois contratada como odontopediatra. Tudo o que sei, que fa\u00e7o e o reconhecimento que tenho na minha especialidade \u2013 hoje, al\u00e9m de Professora Titular da Disciplina de Odontopediatria da FOB-USP, recentemente fui eleita vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Odontopediatria<\/em><em> \u2013 \u00e9 muito por aquilo que aprendi com o professor doutor Ruy C\u00e9sar Camargo Abdo ao longo de 6 anos em que estive no Centrinho. E por isso meu sentimento \u00e9 de gratid\u00e3o pelo que este hospital me proporcionou e ainda me proporciona, s\u00f3 que agora como gestora\u201d.<\/em><\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<\/p>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-6209\" src=\"http:\/\/www.bauru.usp.br\/wp-content\/uploads\/Foto-3-300x201.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"201\" srcset=\"https:\/\/www.bauru.usp.br\/wp-content\/uploads\/Foto-3-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.bauru.usp.br\/wp-content\/uploads\/Foto-3-768x515.jpg 768w, https:\/\/www.bauru.usp.br\/wp-content\/uploads\/Foto-3-1024x687.jpg 1024w, https:\/\/www.bauru.usp.br\/wp-content\/uploads\/Foto-3.jpg 1197w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Medicina: \u2018objetivo maior do que aquilo que pensamos\u2019<br \/>\n<\/strong>Em conversa realizada por telefone neste m\u00eas de junho, o professor Jos\u00e9 Alberto de Souza Freitas (Tio Gast\u00e3o), um dos sete fundadores e ex-superintendente do HRAC, fala sobre a origem da institui\u00e7\u00e3o, pontos-chave dessa trajet\u00f3ria de sucesso e o que representam esses 50 anos do Hospital. Aposentado desde 2012, Tio Gast\u00e3o vive hoje com a fam\u00edlia em Bras\u00edlia (DF).<\/p>\n<p><strong>Como teve in\u00edcio o trabalho do HRAC\/Centrinho? O que se buscava resolver na \u00e9poca, em 1967?<br \/>\n<\/strong><em>\u201cNa verdade, est\u00e1vamos concentrados na popula\u00e7\u00e3o escolar de Bauru, inicialmente, quando foi identificado por meio de estudo a incid\u00eancia de fissura em 1 a cada 650 crian\u00e7as nascidas. Ningu\u00e9m tinha no\u00e7\u00e3o da dimens\u00e3o da problem\u00e1tica em n\u00edvel nacional. A partir da\u00ed, no dia a dia, passou a ser constru\u00eddo o que se tornou o Centrinho, hoje uma refer\u00eancia nacional e internacional.<\/em><\/p>\n<p><em>Come\u00e7amos ent\u00e3o procurar resolver os casos diagnosticados na pesquisa. Foi quando se verificou que esses pacientes tinham outros comprometimentos secund\u00e1rios \u2013 dificuldade de fala, altera\u00e7\u00e3o no crescimento maxilomandibular \u2013 e que necessitavam de interven\u00e7\u00e3o de uma equipe multidisciplinar, das v\u00e1rias especialidades da odontologia bem como de outras \u00e1reas da sa\u00fade. Assim come\u00e7ou o atendimento e tamb\u00e9m a dissemina\u00e7\u00e3o do trabalho que realiz\u00e1vamos, uma m\u00e3e falando para outra\u201d.<\/em><\/p>\n<p><strong>E como continuou a trajet\u00f3ria do Hospital? Quais foram os pontos-chave que permitiram o desenvolvimento do HRAC?<br \/>\n<\/strong><em>\u201cFoi a sensibilidade das diretorias da Faculdade de Odontologia de Bauru <\/em>[inicialmente nas gest\u00f5es dos professores Paulo de Toledo Artigas (1960-1970), Luiz Ferreira Martins (1970-1974), Paulo Amarante de Ara\u00fajo (1974-1978) e Luiz Casati Alvares (1978-1982)]<em> e o apoio dos reitores da Universidade de S\u00e3o Paulo que permitiram ao Centrinho crescer. Primeiro, com a destina\u00e7\u00e3o de \u00e1rea nas depend\u00eancias da Faculdade para a implanta\u00e7\u00e3o inicial, com 6 salas, para atendimento m\u00e9dico, odontol\u00f3gico, da fonoaudiologia, psicologia, al\u00e9m de laborat\u00f3rio de pr\u00f3tese. Depois, com a destina\u00e7\u00e3o de recursos para a constru\u00e7\u00e3o da primeira unidade do Centrinho, que tinha o formato da letra M, de m\u00e3e. Na \u00e9poca, contamos com o apoio de v\u00e1rias entidades para hospedar os pacientes que chegavam a Bauru para atendimento. Posteriormente, com a possibilidade de contrata\u00e7\u00e3o de profissionais, e assim o Hospital foi crescendo.<\/em><\/p>\n<p><em>Com o tempo <\/em>[no fim da d\u00e9cada de 1980]<em>, passou-se a diagnosticar outros tipos de comprometimentos e que tipo de aten\u00e7\u00e3o deveria ser dada para solucionar esses casos. Foi a\u00ed que se iniciou o atendimento em sa\u00fade auditiva, implante coclear, em s\u00edndromes, com equipes especializadas e com o apoio, al\u00e9m da Universidade, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e da Secretaria de Sa\u00fade do Estado, que permitiu a aquisi\u00e7\u00e3o de pr\u00f3teses auditivas e implantes e a atua\u00e7\u00e3o na \u00e1rea craniofacial\u201d.<\/em><\/p>\n<p><strong>Para o senhor, qual o significado desses 50 anos de trabalho da institui\u00e7\u00e3o?<br \/>\n<\/strong><em>\u201cA import\u00e2ncia de um trabalho em equipe, em que todos pensam no paciente da mesma maneira e em que todos somos iguais. Todos s\u00e3o importantes para que o sucesso na reabilita\u00e7\u00e3o seja alcan\u00e7ado, desde a mais simples fun\u00e7\u00e3o at\u00e9 a mais complexa.<\/em><\/p>\n<p><em>E a continuidade do trabalho, ap\u00f3s minha aposentadoria <\/em>[tendo assumido a Superintend\u00eancia, por um per\u00edodo, o doutor Jo\u00e3o Henrique Nogueira Pinto e a doutora Regina C\u00e9lia Bortoleto Amantini]<em>, e agora com a professora Maria Aparecida Machado, que tamb\u00e9m iniciou sua carreira dentro do Centrinho, como profissional da \u00e1rea de odontopediatria, que tem a mesma filosofia e hoje busca alcan\u00e7ar os objetivos dessa estrutura que est\u00e1 a\u00ed, inclusive travando uma luta pela Faculdade de Medicina, um sonho antigo da comunidade bauruense\u201d.<\/em><\/p>\n<p><strong>Que mensagem o senhor gostaria de deixar a todos nesse marco t\u00e3o especial?<br \/>\n<\/strong><em>\u201cEu s\u00f3 quero, realmente, agradecer: \u00e0queles que confiaram e ajudaram no passado e aos que no presente continuam a miss\u00e3o iniciada em 1967 e constroem o futuro, com um trabalho entrosado. A todos, nossa profunda gratid\u00e3o, nossa f\u00e9 no trabalho daqueles que est\u00e3o \u00e0 frente da institui\u00e7\u00e3o hoje \u2013 que a t\u00eam conduzido de uma maneira extremamente gratificante \u2013 e no cont\u00ednuo desenvolvimento do Centrinho. O futuro? A grande meta \u00e9 a Faculdade de Medicina, luta pela qual a professora Maria Aparecida est\u00e1 totalmente voltada e dedicada. Essa conquista ser\u00e1 uma imensa alegria e uma vit\u00f3ria de toda a comunidade bauruense e da equipe como um todo, que continua seu trabalho e com objetivos at\u00e9 maiores do que aquilo que pensamos\u201d.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Breve hist\u00f3rico<br \/>\n<\/strong>Ap\u00f3s o estudo inicial e o in\u00edcio do atendimento aos pacientes diagnosticados em 1967, no ano de 1973, o centro \u2013 j\u00e1 conhecido pelo diminutivo Centrinho \u2013 foi institucionalizado como Centro Interdepartamental da FOB-USP. Em 1976, \u00e9 transformado em unidade hospitalar aut\u00f4noma e passa a receber o nome de Hospital de Pesquisa e Reabilita\u00e7\u00e3o de Les\u00f5es L\u00e1bio-Palatais, destacado como centro de excel\u00eancia no atendimento pela USP e como refer\u00eancia mundial pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS).<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1980, o Hospital passou a ser conveniado com o Instituto Nacional de Assist\u00eancia M\u00e9dica da Previd\u00eancia Social (Inamps) para prestar assist\u00eancia especial e integral aos portadores de malforma\u00e7\u00f5es faciais e iniciou o atendimento na \u00e1rea da sa\u00fade auditiva.<\/p>\n<p>Em 1998, a institui\u00e7\u00e3o recebeu nova denomina\u00e7\u00e3o, em vigor at\u00e9 hoje: Hospital de Reabilita\u00e7\u00e3o de Anomalias Craniofaciais (HRAC), devido \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o do seu campo de atividade. Durante essas d\u00e9cadas, a institui\u00e7\u00e3o colecionou conquistas que lhe renderam premia\u00e7\u00f5es e o reconhecimento como centro de excel\u00eancia dentro e fora do Brasil.<\/p>\n<p><strong>Principais pr\u00eamios e certifica\u00e7\u00f5es do HRAC-USP ou membros de sua equipe:<br \/>\n<\/strong>&#8211; Qualidade Hospitalar, pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, como resultado de pesquisa de satisfa\u00e7\u00e3o dos usu\u00e1rios (2000);<br \/>\n&#8211; Pr\u00eamio da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) em reconhecimento \u00e0 colabora\u00e7\u00e3o do Prof. Dr. Jos\u00e9 Alberto de Souza de Freitas para o desenvolvimento de pesquisas, do tratamento e da preven\u00e7\u00e3o das anomalias craniofaciais (Su\u00e9cia, 2001);<br \/>\n&#8211; Certifica\u00e7\u00e3o como Hospital de Ensino pelos Minist\u00e9rios da Sa\u00fade e da Educa\u00e7\u00e3o (2005);<br \/>\n&#8211; Pr\u00eamio Mario Covas \u2013 Excel\u00eancia e Inova\u00e7\u00e3o em Gest\u00e3o P\u00fablica, pelo Governo do Estado de S\u00e3o Paulo (2008);<br \/>\n&#8211; Pr\u00eamio CAPES de Teses \u2013 Melhor tese da \u00e1rea Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica, grande \u00e1rea Ci\u00eancias da Sa\u00fade (2008);<br \/>\n&#8211; Pr\u00eamio Melhores Hospitais do Estado \u2013 6\u00ba lugar, nota final: 9,330 (2009);<br \/>\n&#8211; Pr\u00eamio Melhores Hospitais do Estado \u2013 4\u00ba lugar, nota final: 9,384 (2010);<br \/>\n&#8211; Pr\u00eamio Melhores Hospitais do Estado \u2013 8\u00ba lugar, nota final: 9,477 (2011);<br \/>\n&#8211; Olimp\u00edada USP de Inova\u00e7\u00e3o \u2013 Medalha de Ouro: \u201cTecnologias da Sa\u00fade e Biol\u00f3gicas\u201d (2011);<br \/>\n&#8211; Pr\u00eamio Sa\u00fade da Editora Abril, na categoria \u201cSa\u00fade Bucal\u201d (2012);<br \/>\n&#8211; Pr\u00eamio Melhores Hospitais do Estado \u2013 Finalista, ficando entre os tr\u00eas melhores na categoria \u201cInterna\u00e7\u00e3o Humanizada \u2013 Interior\u201d (2014);<br \/>\n&#8211; Pr\u00eamio Tese Destaque USP, grande \u00e1rea Multidisciplinar \u2013 Men\u00e7\u00e3o Honrosa (2015);<br \/>\n&#8211; Pr\u00eamio de Incentivo em Ci\u00eancia e Tecnologia para o SUS \u2013 Men\u00e7\u00e3o Honrosa (2016);<br \/>\n&#8211; Pr\u00eamio Eaono (Academia Europeia de Otologia e Neuro-Otologia) \u2013 Melhor trabalho cl\u00ednico (2016);<br \/>\n&#8211; Pr\u00eamio de excel\u00eancia no Congresso da Academia Americana de Audiolologia-AudiologyNow! \u2013 melhor p\u00f4ster da \u00e1rea Aparelhos Auditivos Implant\u00e1veis (2017).<\/p>\n<p><strong>Em n\u00fameros<br \/>\n<\/strong>&#8211; Pacientes matriculados<br \/>\nFissura labiopalatina e anomalias craniofaciais: 53.519<br \/>\nSa\u00fade auditiva: 42.412<br \/>\nOutros programas: 13.118<br \/>\nTotal de matriculados: 109.049<\/p>\n<p>&#8211; Pacientes em tratamento<br \/>\nFissura labiopalatina e anomalias craniofaciais: 33.610<br \/>\nSa\u00fade auditiva: 24.968<br \/>\nOutros programas: 4.973<br \/>\nTotal em tratamento: 63.551 (63% s\u00e3o do Estado de S\u00e3o Paulo)<\/p>\n<p>&#8211; Total de cirurgias de implante coclear realizadas: 1.637<\/p>\n<p>&#8211; Equipe formada por 606 profissionais de medicina, odontologia, fonoaudiologia, outras especialidades da sa\u00fade e diversas \u00e1reas de apoio, mais 6 docentes da FOB-USP que atuam em ambas as institui\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>&#8211; 15 cursos oferecidos, todos gratuitos (mestrado, doutorado, especializa\u00e7\u00f5es, resid\u00eancias m\u00e9dica e multiprofissionais, aprimoramento profissional e pr\u00e1ticas profissionalizantes)<\/p>\n<p>&#8211; 216 alunos matriculados em seus programas de ensino (sendo 9 estrangeiros, de pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina<\/p>\n<p>&#8211; 1.382 mestres, doutores e especialistas j\u00e1 titulados<\/p>\n<p><strong>Comemora\u00e7\u00e3o<br \/>\n<\/strong>Para comemorar os 50 anos de sua funda\u00e7\u00e3o, no dia 23 de junho foi realizada uma solenidade especial no HRAC.<\/p>\n<p>O evento come\u00e7ou \u00e0s 14h30, no Sagu\u00e3o de Entrada da Unidade 2 da institui\u00e7\u00e3o, e contou com a participa\u00e7\u00e3o de dirigentes e comunidade do campus USP-Bauru, servidores aposentados, pacientes, familiares, autoridades e convidados.<\/p>\n<p>Na solenidade foram realizadas homenagens e apresenta\u00e7\u00e3o da Banda Sinf\u00f4nica Municipal de Bauru.<\/p>\n<p>\u201cFoi importante celebrar este marco especial com todos aqueles que fizeram parte dessa hist\u00f3ria e os que constroem hoje a trajet\u00f3ria de sucesso do HRAC\u201d, salientou a professora Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado, superintendente do Hospital e diretora da FOB.<\/p>\n<p><strong>Curiosidades: o que acontecia no mundo em 1967?<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>No ano de funda\u00e7\u00e3o do HRAC, 1967, foi promulgada nova Constitui\u00e7\u00e3o e o pa\u00eds passou a ser denominado Rep\u00fablica Federativa do Brasil. Tamb\u00e9m foi realizado o primeiro transplante de cora\u00e7\u00e3o em humanos, na \u00c1frica do Sul. Che Guevara foi executado na Bol\u00edvia. Nos Estados Unidos, um inc\u00eandio matou a tripula\u00e7\u00e3o da nave Apollo 1, durante testes de lan\u00e7amento espacial. Nas artes, os Beatles lan\u00e7aram um de seus principais \u00e1lbuns, <em>Sgt. 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