{"id":6774,"date":"2018-03-13T11:16:48","date_gmt":"2018-03-13T14:16:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.bauru.usp.br\/?p=6774"},"modified":"2018-03-13T17:36:14","modified_gmt":"2018-03-13T20:36:14","slug":"professor-carlos-ferreira-dos-santos-e-novo-diretor-da-fob-usp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bauru.usp.br\/?p=6774","title":{"rendered":"Professor Carlos Ferreira dos Santos \u00e9 o novo diretor da FOB-USP"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-6777\" src=\"http:\/\/www.bauru.usp.br\/wp-content\/uploads\/carlos.jpg\" alt=\"\" width=\"220\" height=\"110\" \/>Desde o dia 10 de mar\u00e7o, o ex-aluno, ex-vice-diretor e professor Carlos Ferreira dos Santos \u00e9 o novo diretor da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de S\u00e3o Paulo (FOB-USP). Por meio de Portaria, o reitor da USP Vahan Agopyan designou o novo dirigente, juntamente com seu vice, professor Guilherme dos Reis Pereira Janson, para um mandato de quatro anos.<\/p>\n<p>Os novos diretor e vice-diretor foram eleitos pelos membros da Congrega\u00e7\u00e3o e dos Conselhos dos Departamentos da FOB-USP em vota\u00e7\u00e3o secreta realizada no dia 04 de dezembro. Pela primeira vez a elei\u00e7\u00e3o foi realizada no formato de chapas. Os professores integraram chapa \u00fanica, eleita por unanimidade de votos. A cerim\u00f4nia de posse est\u00e1 programada para o dia 05 de abril, \u00e0s 11 horas, no Teatro Universit\u00e1rio \u201cProf. Dr. Dioracy Fonterrada Vieira\u201d.<\/p>\n<p>O professor Carlos sucede a professora Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado, diretora cessante, da qual foi vice na gest\u00e3o 2014-2018. A ex-diretora foi indicada, pelo reitor da USP, para assumir a Pr\u00f3-Reitoria de Cultura e Extens\u00e3o Universit\u00e1ria.<br \/>\n<strong><br \/>\nPrimeiros passos<\/strong><\/p>\n<p>Perguntado se, como aluno que foi, em algum momento passou pela cabe\u00e7a dirigir uma das principais faculdades de Odontologia do pa\u00eds, e reconhecida internacionalmente, o novo diretor foi categ\u00f3rico: \u201cInimagin\u00e1vel!\u201d. Revelando ainda que quando chegou a Bauru n\u00e3o tinha como prop\u00f3sito seguir a carreira acad\u00eamica. \u201cEu vim para ser um bom cirurgi\u00e3o-dentista, com interesse especifico em Ortodontia. Mas o destino me levou a ser um farmacologista\u201d.<\/p>\n<p>Mesmo n\u00e3o almejando a doc\u00eancia, e menos ainda imaginando-se diretor, o destino soube dar seus sinais. Professor Carlos recorda-se das palavras de sua professora Marilia Grassi, que ministrava aulas de Matem\u00e1tica nos seus tempos de col\u00e9gio em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, sua cidade natal. Ao passar em dois vestibulares, Vunesp e Fuvest, em 1990, quando j\u00e1 havia se matriculado na Odontologia da Unesp, sua mestre deu a senten\u00e7a: \u201cvoc\u00ea tem que ir para Bauru\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEla me deu o meu primeiro jaleco, meu primeiro avental branco e me disse: \u2018V\u00e1, e eu tenho certeza que voc\u00ea ser\u00e1 professor daquela faculdade\u2019. Ent\u00e3o ela profetizou\u201d. O professor Carlos eternizou essa passagem em seu Memorial do concurso para Professor Titular em 2011.<\/p>\n<p><strong>PROFESSOR CARLOS FERREIRA DOS SANTOS \u2013 POR ELE MESMO<br \/>\nSeguem principais t\u00f3picos da entrevista<\/strong><\/p>\n<p><strong>Elei\u00e7\u00e3o para Diretor<br \/>\n<\/strong><br \/>\nOlha, \u00e9 uma mistura de sentimentos (assumir a Diretoria da FOB-USP). O primeiro deles \u00e9 de alegria, e de orgulho tamb\u00e9m, mas, principalmente de gratid\u00e3o! Tenho uma origem muito humilde, tenho orgulho disso, n\u00e3o nego meu passado de muita luta. Mas chegar aonde eu cheguei tamb\u00e9m \u00e9 um grande exemplo de que a Universidade de S\u00e3o Paulo tem condi\u00e7\u00f5es de fazer transforma\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n<p>Porque na USP, como aluno de gradua\u00e7\u00e3o, eu tive todas as ajudas poss\u00edveis e imagin\u00e1veis para alunos carentes. Eu fui bolsista da extinta bolsa \u201cEduardo Panad\u00e9s\u201d, eu tive bolsa Moradia, fui morador do CRUSP, que carinhosamente cham\u00e1vamos de alojamento, tive bolsa Alimenta\u00e7\u00e3o e enfim, tamb\u00e9m tive bolsas de Pesquisa, mas a\u00ed o m\u00e9rito foi outro, n\u00e3o um crit\u00e9rio socioecon\u00f4mico.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, com toda essa ajuda, e tamb\u00e9m com m\u00e9ritos pr\u00f3prios por abra\u00e7ar tudo isso, me vem esse sentimento de, realmente, tentar devolver alguma coisa a quem fez tanto por mim, no caso a FOB e a USP. E esse \u00e9 o maior sentimento, de gratid\u00e3o mesmo, por todas as conquistas e por essa ascens\u00e3o social que me foi permitida por meio da Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Pol\u00edticas de Inclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Passei no vestibular da Fuvest normalmente, como qualquer outro. Estudei em escola particular porque tinha bolsa e por m\u00e9rito de desempenho acad\u00eamico. Assim, fui bolsista de uma grande escola em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, a Olavo Bilac. Mas agora acho que \u00e9 uma quest\u00e3o maior, que diz respeito a atender legisla\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O Pa\u00eds, o Estado de S\u00e3o Paulo entenderam que seriam necess\u00e1rios incentivos para a entrada de alunos oriundos de escolas p\u00fablicas. E a USP ent\u00e3o, num momento hist\u00f3rico, em 2017, decidiu aderir a esse sistema. Tem isso tamb\u00e9m de dar condi\u00e7\u00f5es para que alunos de outros estados, que n\u00e3o teriam condi\u00e7\u00f5es de se deslocar para fazer o vestibular da Fuvest.<\/p>\n<p>Eu vejo com naturalidade esse processo, mas sempre pautado pelo desempenho, e isso precisa permear o processo de entrada na USP. Que entrem os melhores. Eu acho que hoje, como acontece com o sistema do Sisu, temos a oportunidade de abranger um maior n\u00famero de pessoas, mas entrar\u00e3o aquelas com mais capacidade de mostrar seu m\u00e9rito acad\u00eamico.<br \/>\n<strong><br \/>\nOrigens<\/strong><\/p>\n<p>Nasci em 1970, o ano da Copa (do M\u00e9xico). Meus pais s\u00e3o nordestinos, de Recife, Pernambuco.\u00a0 Vieram para S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos para tratar de uma doen\u00e7a que a minha av\u00f3 materna tinha, e constitu\u00edram a fam\u00edlia aqui. Somos em quatro irm\u00e3os; duas irm\u00e3s e dois irm\u00e3os, eu sou o terceiro. N\u00f3s nascemos todos paulistas. Por circunst\u00e2ncias, meus pais se separaram. Meu pai voltou para o Nordeste e minha m\u00e3e ficou conosco, sozinha para nos criar.<\/p>\n<p>Foi uma vida bem dif\u00edcil, ela era comerciante, tinha bar, ent\u00e3o foi um per\u00edodo de muito sacrif\u00edcio. Foi toda uma engrenagem que ela teve que fazer para cuidar da educa\u00e7\u00e3o dos filhos. Ent\u00e3o s\u00f3 por isso, uma mulher nordestina, sozinha com quatro crian\u00e7as, j\u00e1 d\u00e1 para as pessoas imaginarem. Moramos sempre em periferia, enfim, ent\u00e3o foi uma vida de muita luta. Estudei em escolas particulares, sim, a partir da 5\u00aa s\u00e9rie, mas porque eu tinha bolsa, porque n\u00e3o havia condi\u00e7\u00f5es de pagar. E com as minhas irm\u00e3s, a mesma coisa; ent\u00e3o, cada um buscando a sua excel\u00eancia conseguiu construir seu caminho.<\/p>\n<p>Para muitos, na \u00e9poca, por sobreviv\u00eancia, a necessidade de trabalho era prioridade diante dos estudos. Mas com minha m\u00e3e, n\u00e3o! Ela nos blindou de toda essa carga de necessidade de trabalho, ela dizia que o que deixaria para n\u00f3s era o estudo e dar todas as oportunidades para estarmos em boas escolas. Foi uma filosofia que ela implantou e que hoje repassamos para os nossos filhos. Minha m\u00e3e se chama Dona Lenira, faleceu em 2015.<\/p>\n<p><strong>Prioridades da Gest\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Como o formato desta elei\u00e7\u00e3o foi totalmente diferente das anteriores, n\u00f3s tivemos que estabelecer um plano de gest\u00e3o. Pela primeira vez na hist\u00f3ria da FOB, e de outras unidades, as elei\u00e7\u00f5es aconteceram por meio da forma\u00e7\u00e3o de chapas. Ent\u00e3o fiz isso em conjunto com o meu vice-diretor, o professor Guilherme, pesquisador e professor que dispensa coment\u00e1rios, por tudo de excel\u00eancia que ele faz. \u00c9 um ex-aluno da casa tamb\u00e9m, vamos trabalhar juntos.<\/p>\n<p>\u00c9 \u00f3bvio que o plano \u00e9 um projeto, e um projeto pode ser modificado. Mas seguem as principais quest\u00f5es que buscaremos desenvolver:<\/p>\n<p>Manter a excel\u00eancia dos cursos de Gradua\u00e7\u00e3o. As necessidades mais imediatas ligadas aos tr\u00eas cursos -Odontologia, Fonoaudiologia e Medicina- sempre ser\u00e3o privilegiadas, at\u00e9 porque n\u00f3s precisamos estar em conson\u00e2ncia com a Reitoria. O que essa gest\u00e3o reitoral colocar como mais importante ser\u00e1 trabalhado. E a gradua\u00e7\u00e3o ser\u00e1 sim, a prioridade.<\/p>\n<p>A segunda prioridade ser\u00e1 a cria\u00e7\u00e3o de um prontu\u00e1rio eletr\u00f4nico. Esta implanta\u00e7\u00e3o vai atender necessidades, n\u00e3o apenas da gradua\u00e7\u00e3o propriamente dita, mas extrapola. Por exemplo, as atividades de Extens\u00e3o, que \u00e9 a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o junto \u00e0 comunidade, n\u00f3s vamos ter um registro muito mais fiel, r\u00e1pido e eficiente. E, continuando o processo, tudo isso ir\u00e1 gerar dados para a Pesquisa. Ent\u00e3o, quando se fala da indissociabilidade de ensino, pesquisa e extens\u00e3o, a\u00e7\u00f5es como esta traduzem exatamente isso.<\/p>\n<p>Outra meta importante, ainda tendo como aliada a tecnologia, \u00e9 a radiografia digital. Esse procedimento, al\u00e9m de atender as necessidades da gradua\u00e7\u00e3o e beneficiar o paciente com menor exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 radia\u00e7\u00e3o, vai gerar um banco de imagens que ir\u00e1 facilitar atividades de extens\u00e3o e pesquisa.<\/p>\n<p>Com a amplia\u00e7\u00e3o do campus, uma quest\u00e3o que n\u00e3o pode ficar de fora \u00e9 o espa\u00e7o f\u00edsico. N\u00f3s temos algumas prem\u00eancias de reformas a serem feitas. Gest\u00f5es anteriores estabeleceram ordens de prioridade e agora chegou a vez de algumas quest\u00f5es importantes para n\u00f3s tratarmos. Entre elas, a cria\u00e7\u00e3o do Laborat\u00f3rio de Pesquisa da Fonoaudiologia, o gerenciamento multiuso do Centro Integrado de Pesquisa II e reformas em estruturas j\u00e1 existentes, como exemplo a Disciplina de Endodontia, um caso bem urgente, entre outras a\u00e7\u00f5es que est\u00e3o delineadas no Plano de Gest\u00e3o.<\/p>\n<p>Estas s\u00e3o prioridades imediatas a serem executadas no atual espa\u00e7o do campus. Com a realidade do curso de Medicina e a possibilidade de novos cursos, como a Enfermagem, e outras necessidades, vamos precisar de mais espa\u00e7o. A \u00e1rea do Tiro de Guerra, que a professora Maria Aparecida iniciou conversa\u00e7\u00f5es, e que eu vou continuar, \u00e9 um espa\u00e7o ideal pela proximidade do campus. Enfim, num futuro pr\u00f3ximo precisaremos de \u00e1reas extras para a continuidade deste processo de crescimento.<\/p>\n<p><strong>Medicina, vida pr\u00f3pria.<\/strong><\/p>\n<p>O que a comunidade universit\u00e1ria est\u00e1 compreendendo, e estamos deixando isso muito claro para os estudantes, alunos e professores, \u00e9 que a FOB abrigar\u00e1 o novo curso de Medicina por um tempo apenas. Como disse o Deputado (Estadual) Pedro Tobias (que atuou na cria\u00e7\u00e3o do curso), \u201ca Odontologia \u00e9 m\u00e3e da Medicina aqui neste campus, mas, em algum momento, esse abrigamento deixar\u00e1 de existir\u201d. Ele ser\u00e1, digamos tempor\u00e1rio.<\/p>\n<p>Em v\u00e1rios pronunciamentos, tanto da ex-diretora Maria Aparecida, do ex-reitor Zago e do atual reitor Agopyan, j\u00e1 existe um planejamento de que a Faculdade de Medicina seja criada, e rapidamente. E a\u00ed a Medicina ter\u00e1 sua vida independente, com seus gestores. \u00c9 \u00f3bvio, no entanto, que o la\u00e7o com a FOB ser\u00e1 eterno.<\/p>\n<p><strong>Papel do HRAC (Centrinho)<\/strong><\/p>\n<p>O papel do Hospital de Reabilita\u00e7\u00e3o de Anomalias Craniofaciais, o HRAC, carinhosamente chamado de Centrinho, foi, \u00e9 e ser\u00e1 fundamental em todo esse processo de desenvolvimento do campus. \u00c9 fundamental porque desde o plano inicial da cria\u00e7\u00e3o do curso de Medicina, o HRAC foi a semente do curso e da futura Faculdade. Ent\u00e3o, n\u00f3s temos hoje uma quest\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria j\u00e1 destinada para o HRAC que pode ser sim, utilizada para a Faculdade de Medicina, a ser criada.<\/p>\n<p><strong>Marca da gest\u00e3o \u2013 Divis\u00e3o de responsabilidades<\/strong><\/p>\n<p>Nesta gest\u00e3o que come\u00e7a, o que o professor Guilherme (Vice-diretor) e eu queremos passar para a comunidade \u00e9 que al\u00e9m de manuten\u00e7\u00e3o da excel\u00eancia da FOB, devemos tentar lev\u00e1-la a patamares ainda mais altos. Para isso, a principal caracter\u00edstica desta gest\u00e3o \u00e9 procurar sempre a divis\u00e3o de responsabilidades e a\u00e7\u00f5es. Porque isso faz com que todos cres\u00e7am juntos.<\/p>\n<p><strong>Carreira na USP<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s passar na Fuvest, fiz minha matr\u00edcula em 1990, me formei\u00a0 em 1993. Em 1994 consegui uma bolsa de estudos com o professor Antonio Gabriel Atta no HRAC. Entre 1995 a 1997 cursei mestrado em Farmacologia na Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o Preto, a FMRP-USP. Fui contratado pela FOB em 1997 como professor assistente para atuar na disciplina de Farmacologia. Continuei ent\u00e3o meus estudos, agora em Doutorado, tamb\u00e9m na FMRP-USP, e gra\u00e7as ao interesse despertado pelo projeto, fui para os Estados Unidos desenvolver um trabalho no Medical College of Wisconsin. Ali estudei, com bolsa CNPq, por um ano e meio.<\/p>\n<p>Voltei em 2002, logo ap\u00f3s a conclus\u00e3o do Doutorado. Assumi todas as responsabilidades como professor doutor na Disciplina de Farmacologia da FOB. Em 2006, eu fiz minha livre-doc\u00eancia. Em 2009, voltei para no Medical College of Wisconsin para fazer um p\u00f3s-doutorado com uma bolsa da P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o da USP. Em 2011, fiz meu concurso para professor Titular e em 2014 fui eleito vice-diretor, ficando em primeiro lugar numa lista tr\u00edplice, formato diferente do implementado neste ano.<\/p>\n<p>De 10\/03\/2014 at\u00e9 09\/03\/2018, atuei na Vice-Diretoria da FOB e colaborei como superintendente substituto na gest\u00e3o do HRAC nos \u00faltimos dois anos. Durante essa estada aqui na FOB, como docente, a partir de 2002, eu me envolvi em v\u00e1rias frentes como chefias de Departamento, Comiss\u00e3o de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais, orienta\u00e7\u00f5es na P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o, Comiss\u00e3o de Coopera\u00e7\u00e3o internacional da USP, editor da JAOS (revista cient\u00edfica da FOB). Fui tamb\u00e9m coordenador da Comiss\u00e3o de Gest\u00e3o do CRUSP, por ter sido morador, entre tantos outros envolvimentos. Foi uma participa\u00e7\u00e3o muito intensa.<\/p>\n<p>Com muito orgulho fui fundador da Atl\u00e9tica da FOB, que hoje tem voos mais altos. Fico muito feliz com essa intensa viv\u00eancia, experi\u00eancia e aprendizado em v\u00e1rios n\u00edveis nesta escola, desde aluno, at\u00e9 agora como docente e tamb\u00e9m como gestor.<\/p>\n<p><strong>Paix\u00e3o pelo esporte<\/strong><\/p>\n<p>Muitos podem n\u00e3o saber, mas o meu primeiro contato com Bauru n\u00e3o foi como acad\u00eamico, mas como atleta. Antes de ser aluno de Odonto, cirurgi\u00e3o-dentista e professor universit\u00e1rio, tinha uma grande paix\u00e3o pelo esporte, que ainda tenho, em especial o Voleibol. Participei de competi\u00e7\u00f5es dos 12 aos 18 anos. Fui atleta federado, joguei pela Federa\u00e7\u00e3o Paulista de V\u00f4lei, atuei em clubes do Interior e da Capital e integrei a Sele\u00e7\u00e3o Paulista de Voleibol, pela equipe de Jacare\u00ed.<\/p>\n<p>Minha primeira vinda a Bauru foi em 1985, com 15 anos, para enfrentar o time de V\u00f4lei da Luso. Na \u00e9poca, categoria infanto-juvenil, fizemos um jogo hist\u00f3rico contra a equipe de Bauru, no qual jogava o Max, um grande atleta que depois jogou pela Sele\u00e7\u00e3o Brasileira de Voleibol, categoria adulto.<\/p>\n<p>Eu jogava pelo Jacare\u00ed e viemos com apenas seis atletas, n\u00famero exato de jogadores em quadra. N\u00e3o havia como ter substitui\u00e7\u00e3o eu era levantador, uma posi\u00e7\u00e3o em que o atleta mais corre em quadra, e o que mais sofre.\u00a0 Ent\u00e3o eu sa\u00ed exausto do jogo, numa \u00e9poca que vigorava a vantagem, a partida demorou mais de 3 horas e 4 sets. Infelizmente perdemos por 35 a 33. Foi emblem\u00e1tico e inesquec\u00edvel.<\/p>\n<p>Cinco anos depois, Carlos Ferreira dos Santos torna-se aluno da FOB-USP, e 33 anos depois, diretor da Faculdade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde o dia 10 de mar\u00e7o, o ex-aluno, ex-vice-diretor e professor Carlos Ferreira dos Santos \u00e9 o novo diretor da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de S\u00e3o Paulo (FOB-USP). 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