{"id":7729,"date":"2019-05-02T09:33:06","date_gmt":"2019-05-02T12:33:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.bauru.usp.br\/?p=7729"},"modified":"2019-05-02T12:18:39","modified_gmt":"2019-05-02T15:18:39","slug":"relacao-pesquisa-paciente-na-fob-usp-inspira-pesquisador-americano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bauru.usp.br\/?p=7729","title":{"rendered":"Rela\u00e7\u00e3o pesquisa\/paciente na FOB-USP inspira pesquisador americano"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.bauru.usp.br\/wp-content\/uploads\/Profs-Guilherme-Marjorie-Andrew-e-Carlos-1024x683-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7746\" width=\"379\" height=\"252\" srcset=\"https:\/\/www.bauru.usp.br\/wp-content\/uploads\/Profs-Guilherme-Marjorie-Andrew-e-Carlos-1024x683-1.jpg 1024w, https:\/\/www.bauru.usp.br\/wp-content\/uploads\/Profs-Guilherme-Marjorie-Andrew-e-Carlos-1024x683-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.bauru.usp.br\/wp-content\/uploads\/Profs-Guilherme-Marjorie-Andrew-e-Carlos-1024x683-1-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 379px) 100vw, 379px\" \/><figcaption><em>\u201cEste \u00e9 um modelo que queremos  construir nos Estados Unidos\u201d, diz  Andrew Seth Greene, professor titular do Medical  College of Wisconsin, ao conhecer de perto o trabalho realizado pela FOB-USP, em Bauru. <\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O pesquisador Andrew Seth Greene, professor titular do Medical \nCollege of Wisconsin, EUA, veio ao Brasil para ministrar uma disciplina e\n proferir palestra na Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade \nde S\u00e3o Paulo (FOB-USP). Na bagagem, toda uma trajet\u00f3ria de pesquisa \nsobre como os vasos sangu\u00edneos s\u00e3o formados. <br><br>Mas o que era para \nser uma oferta de conhecimento gerado no seio de uma conceituada \nfaculdade americana para alunos e pesquisadores brasileiros acabou, \ntamb\u00e9m, inspirando um caminho inverso: \u201ceste \u00e9 um modelo que queremos \nconstruir nos Estados Unidos\u201d, revela Greene ao conhecer de perto o \ntrabalho realizado na institui\u00e7\u00e3o paulista.<br><br>O que mais chamou a \naten\u00e7\u00e3o do professor americano foi a intera\u00e7\u00e3o existente entre a \npesquisa b\u00e1sica e a pr\u00e1tica cl\u00ednica observada durante sua estada na \nFOB-USP. \u201cAqui o que vejo \u00e9 uma conex\u00e3o bastante \u00edntima neste processo. \nAo mesmo tempo em que os pacientes s\u00e3o cuidados, eles s\u00e3o envolvidos na \npesquisa. E a pesquisa beneficia o tratamento propriamente dito\u201d, narra.<br><br><strong>Vasos sangu\u00edneos<\/strong> <br><br>Green,\n que \u00e9 bioengenheiro e pesquisador na \u00e1rea da Fisiologia, esteve no \ncampus USP de Bauru, no per\u00edodo de 15 a 19 de abril, onde ministrou a \ndisciplina \u201cM\u00e9todos de Pesquisa em Fisiologia\u201d para p\u00f3s-graduandos da \nFOB e HRAC-USP. Tamb\u00e9m proferiu palestra, aberta \u00e0 comunidade \ncient\u00edfica, sobre o sistema renina-angiotensina, particularmente em \nrela\u00e7\u00e3o \u00e0 Angiog\u00eanese.<br><br>Os estudos de Greene abordam, \nessencialmente, a forma\u00e7\u00e3o dos vasos sangu\u00edneos. \u201cIsso \u00e9 muito \nimportante em muitas doen\u00e7as. No c\u00e2ncer, por exemplo, muitos vasos \nsangu\u00edneos s\u00e3o formados e no diabetes n\u00f3s perdemos vasos. Ent\u00e3o, n\u00f3s \nestamos tentando entender como os sistemas corporais controlam a \nforma\u00e7\u00e3o e o n\u00famero destes vasos\u201d, explica.<br><br>O convite para sua \nvinda ao Brasil partiu do professor Carlos Ferreira dos Santos, diretor \nda FOB-USP, do qual Greene foi orientador de doutorado \u201csandu\u00edche\u201d e \nsupervisor de p\u00f3s-doutorado no Medical College of Wisconsin. <br><br><strong>Inspira\u00e7\u00e3o internacional<\/strong><br><br>Esta\n \u00e9 a primeira vez que Greene vem a Bauru, mas n\u00e3o ao Brasil. Ele esteve \npor aqui em 1998 como professor visitante do Instituto de Ci\u00eancias \nBiol\u00f3gicas (ICB-USP) e em 2002 na Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o \nPreto (FMRP-USP) para participar da banca examinadora da defesa de \nDoutorado do atual diretor da FOB-USP.<br><br>\u201cEu quero dizer que quando\n fiz meus estudos no laborat\u00f3rio do professor Greene, nos Estados \nUnidos, tive a oportunidade de aprender muitas coisas com ele. Muitas \nt\u00e9cnicas que, num primeiro momento, pareciam n\u00e3o ter nada a ver com a \nOdontologia, minha \u00e1rea. Porque eu fui l\u00e1 para fazer ci\u00eancia b\u00e1sica, \nestudos moleculares, mas quando eu voltei para Bauru, percebei que tudo \naquilo que ele tinha me ensinado eu podia usar para responder perguntas \nda Odontologia, da Fonoaudiologia e agora da Medicina, que temos aqui\u201d, \nrelata Santos. <br><br>Para o dirigente da FOB-USP, o grande desafio foi\n fazer, com sucesso, essa transposi\u00e7\u00e3o. \u201cTrazer tudo aquilo para c\u00e1, \nequipar um laborat\u00f3rio para que pud\u00e9ssemos fazer com que a pesquisa \ndesse um salto de qualidade em nosso campus, e isso eu devo a ele. E \nagora, ouvir isso, que a nossa institui\u00e7\u00e3o \u00e9 um modelo a ser seguido, \u00e9 \nmuito gratificante\u201d, revela. <br><br><strong>Exemplo de lideran\u00e7a<\/strong><br><br>Por\n outro lado, Greene, ao ver seu ex-aluno dirigir uma institui\u00e7\u00e3o da qual\n pretende se inspirar \u00e9 \u201cmotivo de orgulho\u201d. O estilo de administra\u00e7\u00e3o \nimplementado por Santos na FOB-USP, \u201cque valoriza as pessoas, que trata \nas pessoas com muito carinho e respeito, e busca a qualidade, para mim \neste \u00e9 o tipo de caracter\u00edstica que precisamos nos nossos lideres. Isso \nme faz sentir que esta institui\u00e7\u00e3o est\u00e1 em \u00f3timas m\u00e3os, e ir\u00e1 crescer \nainda mais por isso\u201d, devolve Greene.<br><br>Elogios m\u00fatuos \u00e0 parte, a \nverdade \u00e9 que a ci\u00eancia sai ganhando com essa aproxima\u00e7\u00e3o. \u201cNo passado \ntivemos projetos juntos, n\u00f3s publicamos trabalhos juntos, e n\u00f3s \ncontinuamos a publicar conjuntamente\u201d, informa Greene. Atualmente, o \nprofessor Andrew Seth Greene integra um projeto tem\u00e1tico, em sua \u00e1rea do\n conhecimento, na Fapesp, como professor associado.<br><br>Ao se \ndespedir da entrevista, deixa um recado: \u201cEu gostaria de dizer para os \nalunos, se \u00e9 que ainda n\u00e3o sabem disso, que eles est\u00e3o sentados muito \npr\u00f3ximos de uma joia, muito preciosa, que \u00e9 esta universidade e este \ncampus. E sob uma lideran\u00e7a, como a do professor Carlos, que sabe fazer \npesquisa junto com o cuidar humano, est\u00e3o bem acima de muito que j\u00e1 vi \nem qualquer outro lugar do mundo, seja nos Estados Unidos, Europa, \u00c1sia \nou pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul\u201d, finaliza Greene.<br><br><strong>M\u00fasica e Fonoaudiologia<\/strong> <br><br>Durante\n sua estada em Bauru, o pesquisador estadunidense esteve acompanhado da \nmusicista Marjorie Mitchell Greene, sua esposa. Com especialidade \nvoltada ao violino e canto erudito, Marjorie conheceu os projetos \ndesenvolvidos pelo Curso de Fonoaudiologia da FOB-USP e reuniu-se com \nprofissionais, professores e alunos no campus. <br><br>Para a musicista,\n existe uma correla\u00e7\u00e3o natural entre a m\u00fasica, a matem\u00e1tica e a \nfonoaudiologia. O trabalho de Marjorie Mitchell Greene trata a m\u00fasica \ncomo uma terapia que pode melhorar a sa\u00fade f\u00edsica e mental das pessoas \ne, como consequ\u00eancia, ampliam sua qualidade de vida, se sentindo bem e \nfelizes.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Foto (Denise Guimar\u00e3es): Professor Andrew Seth Greene ministrou a disciplina  M\u00e9todos de Pesquisa em Fisiologia\u201d, para p\u00f3s-graduandos da  FOB e  HRAC-USP, e proferiu palestra, aberta ao p\u00fablico, sobre o sistema renina-angiotensina.<\/em><br> <em><br>Reportagem: Jornalista Lu\u00eds Victorelli (MTb 21.656)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>  \u201cEste \u00e9 um modelo que queremos  construir nos Estados Unidos\u201d, diz  Andrew Seth Greene, professor titular do Medical  College of Wisconsin, ao conhecer de perto o trabalho realizado pela FOB-USP, em Bauru. <\/p>\n","protected":false},"author":14,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[1377,341,1378],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.bauru.usp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7729"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.bauru.usp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.bauru.usp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bauru.usp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/14"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bauru.usp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7729"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/www.bauru.usp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7729\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7748,"href":"https:\/\/www.bauru.usp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7729\/revisions\/7748"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.bauru.usp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7729"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bauru.usp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7729"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bauru.usp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7729"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}