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Com ciclo de palestras, a Liga Acadêmica da FOB-USP promove a Semana da Disfagia entre 16 e 20 de março

Graduandos e profissionais da área de saúde devem se inscrever até o dia 15 de março

No período de 16 a 20 de março será realizada a Semana da Disfagia, numa promoção da Liga Acadêmica de Fonoaudiologia Hospitalar (LAFH) da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da Universidade de São Paulo (USP).

Trata-se de um ciclo de palestras com a presença de profissionais convidados, que apresentarão temas relevantes da Fonoaudiologia Hospitalar, com enfoque na área de disfagia, em comemoração ao Mês da Disfagia (20 de março).

A disfagia é uma condição que exige olhar atento, diagnóstico preciso e manejo especializado para garantir a segurança e a qualidade de vida do paciente.

O evento será realizado no Auditório da Biblioteca da FOB-USP e objetiva promover o conhecimento, atualização e conscientização sobre a disfagia, sendo aberto à participação de graduandos e profissionais da área da saúde.

As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas até o dia 15 de março (domingo), por meio do link disponível na bio do instagram.com/lafh.fob.usp .

O evento contará com emissão de certificado. As taxas de inscrição custam R$ 20 para ligantes, R$ 25 para não ligantes e R$ 30 para profissionais.

Disfagia

Danila Rodrigues Costa, fonoaudióloga do Serviço de Atendimento Unimed Domiciliar (SAUD) – Bauru, mestre e doutora pelo Programa de Pós-Graduação da FOB-USP fala a respeito da disfagia.

Segundo a profissional, a disfagia orofaríngea é a dificuldade para engolir alimentos, líquidos ou saliva, podendo ocorrer em qualquer fase da deglutição (oral, faríngea ou esofágica).

A disfagia não é considerada uma doença, mas sim um sintoma que indica comprometimento nas estruturas neurológicas, musculares ou anatômicas responsáveis pela deglutição.

As causas mais comuns são: AVC, Parkinson, Alzheimer, traumatismo craniano, doenças neuromusculares, tumores de cabeça e pescoço e envelhecimento.

Os sintomas mais comuns são: dificuldade para engolir, tosse ou engasgos durante a alimentação, dor para engolir, sensação de alimento parado na garganta e tempo de refeição prolongado.

O fonoaudiólogo é o profissional capacitado para avaliar, diagnosticar e reabilitar a disfagia orofaríngea, prevenindo complicações como pneumonia, desnutrição e desidratação.

Segundo o livro Disfagia: Manual de Orientação do Departamento de Disfagia da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa), “o tratamento da disfagia requer manejo multidisciplinar. Fonoaudiólogo, nutricionista, odontólogo, médicos e outros profissionais da saúde que compõem a equipe multidisciplinar especializada na atuação em disfagia contribuem com uma diversidade de intervenções, indicações e procedimentos.” 

Programação

16/3 (segunda-feira) às 19h – “Disfagia em Bebês com Anomalias Craniofaciais.” (Rosana Prado, preceptora da Residência Multiprofissional em Síndromes e Anomalias Craniofaciais do HRAC-USP).

17/3 (terça-feira) às 19h – Cris & Asenate “Oficina sobre Consistências Alimentares na Disfagia (IDDSI)” (Cris Magna, pesquisadora do Grupo de Pesquisa USPMOD e doutoranda da FOB-USP).

18/3 às 19h – “A Interface entre MO e Disfagia” (Asenate Soares, fonoaudióloga do Hospital da Unimed, com atuação em Motricidade Orofacial e Disfagia nos contextos clínico, hospitalar e domiciliar. Ela também vai participar da Oficina com a Cris Magna no dia 17/3 às 19h.

18/3 às 20h –“Atuação Fonoaudiológica na Pós-Extubação e Traqueostomia” (Adriana Gomes, organizadora do Programa de Atendimento ao Paciente Disfágico do Hospital Estadual de Bauru/Famesp desde 2004)

20/3 às 19h – “Terapia Oromotora e Inovação na Disfagia em Idosos” (Felipe Inostroza, fonoaudiólogo chileno e doutorando na FOB-USP, com atuação internacional em inovação e Fonoaudiologia baseada em evidências)