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Artigo: As políticas de valorização dos servidores técnicos e administrativos da USP

Por Adriana Marotti de Mello e Adriana Cristina Ferreira Caldana, coordenadora e coordenadora adjunta da Coordenadoria de Administração Geral (Codage) da USP*

A força e a posição privilegiada da USP como melhor universidade do Brasil se deve à qualidade e ao empenho de toda a nossa comunidade – servidores técnicos e administrativos, docentes e discentes de graduação e pós-graduação.

Tendo em mente esse fato, a atual gestão reitoral, dos professores Aluisio Segurado e Liedi Bernucci, apresentou, na última reunião do Conselho Universitário, de 31 de março deste ano, as ações em curso ou em implementação para valorização das pessoas na Universidade.

Dentre as ações de valorização de pessoas apresentadas para toda a comunidade, gostaríamos de destacar e detalhar as ações que a Coordenadoria de Administração Geral (Codage) já implementou em 2026 ou que estão em andamento.

1. Recomposição da Comissão Central de Recursos Humanos (CCRH)

A Comissão Central de Recursos Humanos (CCRH) foi instituída em 1990, com o objetivo de apoiar a Reitoria na elaboração das políticas e estratégias de gestão de recursos humanos. No próximo dia 16 de abril, a CCRH realizará sua primeira reunião de 2026, com a participação de representantes dos servidores técnicos e administrativos e de docentes.

2. Revisão dos valores dos benefícios: Vale-Alimentação, Vale-Refeição e Auxílio-Saúde

O Vale-Refeição foi reajustado, com validade a partir de abril, de R$ 45 para R$ 65 por dia. Já o Vale-Alimentação foi reajustado para R$ 2050, enquanto o Auxílio-Saúde teve aumento de 14,3%.

Se considerarmos como base o mês de maio de 2025, o Vale-Alimentação foi reajustado de R$ 1.290 para R$ 2.050 – aumento de R$ 760.  Em 2025, o Vale-Refeição teve redução da coparticipação dos servidores de 20% para 1%, o que significou aumento real do valor recebido. Considerando o aumento para o valor atual, de R$65, o ganho total em comparação com maio de 2025 foi de R$ 28,35/dia, ou R$ 623,70/mês. Portanto, o ganho total real na remuneração, sem incidência de imposto de renda ou contribuição previdenciária, foi de R$ 1.383,70 por mês.

3. Valorização de qualificações do quadro de servidores técnicos e administrativos

As carreiras dos servidores técnicos e administrativos são divididas em três níveis: básico, técnico e de nível superior. Por força de lei, essas carreiras não permitem mobilidade entre elas a não ser por intermédio de concurso público. Esse fato não impede que muitos servidores busquem qualificações, como cursos de graduação ou de pós-graduação, ao longo de sua vida profissional. No entanto, pode-se valorizar essas qualificações obtidas ao longo da carreira.

A Reitoria recebeu, no último mês de março, um Plano de Valorização de Qualificação, elaborado por um grupo de servidores, cuja viabilidade técnica e econômica-financeira está sendo analisada pela Codage e será discutida no âmbito da CCRH. A expectativa é que, ainda em 2026, a Codage, por meio do Departamento de Recursos Humanos (DRH), conclua a elaboração desse plano, para posterior implementação a partir de 2027. Lembramos que, devido às restrições impostas por conta do período eleitoral, a partir de abril de 2026, não é permitida a concessão de benefícios a servidoras e servidores que excedam a recomposição das perdas inflacionárias.

4. Retomada do Renova USP e Implementação de um novo sistema de mobilidade interna

Duas demandas recorrentes dos servidores estão sendo implementadas: o programa Renova USP, que representa a retomada da capacitação específica e acompanhamento de readaptação de função, e o novo sistema de mobilidade interna.

Muitos servidores possuem problemas de saúde, que impedem o desempenho de sua função, ou estão em funções em extinção na Universidade e é fundamental que estes servidores tenham capacitação específica para continuarem suas carreiras em funções adequadas às suas condições. O Renova USP tem por objetivo preparar esses servidores para assumir novas funções por meio de cursos e capacitações diversas.

Outra demanda recorrente é a retomada do sistema de mobilidade interna, procurando conciliar as demandas de vagas com servidores que desejem mudar de posição, de forma transparente.

5. Escola USP de Gestão e os Planos de Desenvolvimento Individuais (PDI)

O Plano de Desenvolvimento Individual (PDI) constitui elemento estruturante das políticas de desenvolvimento e, por consequência, de valorização dos nossos servidores. Portanto, é fundamental que as iniciativas de aperfeiçoamento oferecidas pela Universidade estejam alinhadas ao PDI de cada servidor.

Com este propósito, a Escola USP de Gestão, imbuída de sua finalidade de capacitar de forma contínua tanto os servidores técnico-administrativos quanto os docentes ocupantes de funções de gestão, atuará, em parceria com o DRH, no desenvolvimento dessas oportunidades de aprimoramento a partir do processamento e da análise criteriosa do conjunto de PDIs de todo o quadro funcional.

Em resposta às demandas identificadas com a implantação do Ciclo de Gestão do Desempenho, essas ações estarão voltadas especialmente à preparação do corpo funcional para lidar com as rápidas transformações do ambiente de trabalho, decorrentes do avanço da digitalização, da inteligência artificial e de outros instrumentos tecnológicos, assim como para executar atividades técnicas próprias de suas famílias funcionais.

Nesse sentido, a Escola USP de Gestão, ligada à Codage, está desenvolvendo uma série de ações para viabilizar esse plano:

Parcerias com agentes internos e externos à Universidade, tais como a Escola de Governo do Estado de São Paulo, a Escola de Educação Corporativa da Unicamp e o Escritório de Transformação Digital e Inteligência Artificial da USP, para promover cursos, em conjunto, a serem oferecidos aos servidores técnicos e administrativos;

Realização do 3º Conpuesp, que é o Congresso dos Profissionais das Universidades Estaduais de São Paulo, realizado em parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp);

Apoio às demandas de cursos dos órgãos e unidades, alinhados às priorizações definidas pela política de desenvolvimento de profissionais da USP;

Lançamento da nova plataforma de cursos da Escola USP de Gestão.

Nesse contexto, o processo de revitalização da carreira e as ações de desenvolvimento dos servidores técnicos e administrativos representam um marco na retomada das políticas de valorização profissional e reforçam o compromisso da atual gestão com o desenvolvimento de todo o corpo funcional da Universidade.

*As opiniões expressas nos artigos publicados no Jornal da USP são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem opiniões do veículo nem posições institucionais da Universidade de São Paulo.

(Fonte: Jornal da USP)