Lista final dos projetos aprovados foi divulgada pela Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento em 18 de março e contempla projetos da FOB, FMBRU/HRAC e PUSP-B
A Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (PRIP) da Universidade de São Paulo (USP) divulgou a lista final de projetos aprovados para o Edital PRIP nº 07/2025 – Bem-Estar e Pertencimento para Servidores(as) Técnicos(as) e Administrativos(as).
No Campus USP de Bauru três projetos foram aprovados. São eles: “RPG – Role Playing Game: Trabalho em equipe, interação social e autoconhecimento desenvolvidos no lúdico” (FOB-USP); “A importância da participação ativa da família no âmbito institucional” (FMBRU/HRAC) e “Oficinas de Arte e Cultura: Qualidade de Vida e Bem-Estar no Ambiente de Trabalho” (PUSP-B).
Projeto RPG – Role Playing Game: Trabalho em equipe, interação social e autoconhecimento desenvolvidos no lúdico
De autoria dos seguintes servidores da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da Universidade de São Paulo (USP): João Rafael Gregório, Alexandre Alberto Pascotto Montilha, Allan Rodrigo Dias e Carlos Frederico Tidei de Lima.

João Rafael, Allan, Carlos Frederico e Alexandre/Foto: Edmilson R. Oliveira (Tecnologia Educacional/FOB-USP)
Proposta
O projeto propõe realizar uma Oficina de RPG-Role Playing Game, com o objetivo de aplicar os jogos de interpretação de papéis no âmbito da FOB-USP, a fim de proporcionar aos servidores técnicos e administrativos momentos de desenvolvimento das relações pessoais, da criatividade, trabalho em equipe, resolução de problemas e conflitos mediante a aplicação do lúdico e do desenvolvimento de narrativas e interpretação de papéis.
Segundo o projeto, na literatura especializada, a aplicação de jogos de interpretação de papéis RPG em contextos organizacionais tem se mostrado uma estratégia experiencial promissora para o desenvolvimento de competências socioemocionais essenciais, como liderança, colaboração, comunicação, criatividade e senso de pertencimento.
Ao simular cenários complexos e desafiadores, que espelham dilemas e conflitos típicos do cotidiano, o RPG cria um espaço seguro para a experimentação de diferentes papéis e estilos de atuação, favorecendo a reflexão crítica sobre relações de poder, negociação, tomada de decisão e gestão de conflitos de maneira criativa.
RPG
O RPG, ou jogo de interpretação de papéis, constitui uma forma de jogo colaborativo na qual os participantes assumem personagens ficcionais e, por meio de descrições verbais e tomada de decisões, constroem coletivamente uma narrativa em um cenário regido por um conjunto explícito de regras.
Nesse tipo de experiência lúdica, a mesa de jogo organiza-se, em geral, em dois tipos de participantes: o Narrador (também chamado de mestre ou mestre de jogo), responsável por descrever o mundo ficcional, apresentar desafios, interpretar personagens não jogáveis e arbitrar a aplicação das regras; e os Jogadores, que controlam personagens específicos, definindo suas ações, diálogos e escolhas estratégicas dentro da história.
Essa divisão de funções produz uma dinâmica interativa na qual a narrativa emerge da interação entre a estrutura proposta pelo Narrador e as decisões improvisadas dos Jogadores.
Objetivo
O objetivo geral do projeto é, promover oficinas de RPG, criando grupos para o desenvolvimento de campanhas lúdicas baseadas em jogos de interpretação de personagens, buscando desenvolver em grupo habilidades como comunicação, planejamento, trabalho em equipe e soluções de problemas e conflitos.
O programa será realizado em três etapas, contemplando o desenvolvimento de campanhas de RPG propostas pelos Narradores do projeto; uma segunda etapa na qual será encorajado aos Jogadores que elaborem e narrem campanhas curtas com os demais participantes; e uma terceira etapa de discussão e avaliação das competências, habilidades e aspectos sociais e emocionais desenvolvidos durante o projeto.
O projeto é aberto à participação dos servidores das unidades do Campus USP de Bauru, sendo benéfico no sentido da integração entre as unidades e do convívio para além do profissional.
O analista de sistemas da FOB-USP, João Rafael Gregório informa que “o prazo para a execução das atividades do projeto é até novembro. A princípio nós pretendemos montar as mesas com base no pessoal que se inscreveu. Nós pretendemos fazer campanhas que durem de 5 a 6 semanas, como se fosse uma série da Netflix com capítulos, onde a história vai se desenrolando só que a história construída em mãos por todos que estão participando do jogo. Cada um vai colaborar um tanto com a dinâmica do que está acontecendo.”
“Eu acho que nós vamos conseguir montar duas ou três campanhas nesse formato de 5 ou 6 semanas, para cada momento dentro da temática que a mesa quiser. Esse é um legado que nós queríamos deixar, ou seja, descobrir novos talentos no campus, que deem continuidade a este trabalho, assumindo inclusive o papel de narrador”, finaliza João Rafael.
(Com informações extraídas do projeto original aprovado pelo Edital PRIP nº 07/2025)
Projeto “A Importância da Participação Ativa da Família no Âmbito Institucional”
De autoria dos seguintes servidores da Faculdade de Medicina de Bauru (FMBRU-USP): Maria Irene Bachega, Jonatan da Silva Oliveira, Marcia Toita Shinomia, Maria José Benjamin Buffa e Regina Célia Bortoleto Amantini.

Jonatan, Maria José, Maria Irene e Marcia/Foto: Divulgação
Objetivo
Este projeto tem como objetivo oferecer e incentivar a família e os servidores técnicos administrativos do HRAC-USP e da FMBRU-USP, a participarem de uma atividade de conhecimento Institucional.
Os funcionários do HRAC vinculados à USP prestam assistência à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, na promoção da saúde e do bem-estar dos seus usuários visando a reabilitação; e os funcionários da FMBRU implementam as ações voltadas para o ensino, proporcionando a integração, inclusão e pertencimento dos servidores.
Com a implantação, a valorização pessoal dos servidores será estabelecida por meio da criatividade e da disposição de uma equipe comprometida com os valores institucionais, promovendo visitas organizadas de familiares à instituição.
Segundo a ouvidora, Maria Irene Bachega, “a ideia do projeto surgiu de uma integração dos funcionários, para que a família se envolva no trabalho do servidor. A motivação principal são as relações interpessoais necessárias para um ambiente saudável.”
Maria Irene esclarece como esta interação vai acontecer “vamos realizar o encontro desses familiares e dos funcionários através de inscrição num formulário, com grupos de até 50 pessoas por vez, a cada 60 dias. As atividades constam de: apresentação de um vídeo do Campus USP de Bauru, dinâmicas de grupo e uma palestra com profissionais da instituição que estejam disponíveis, sem visitas aos setores para não atrapalhar a rotina de trabalho.”
Esta prática de integração já acontece em diversas empresas do mundo, para que os familiares entendam o ambiente de trabalho, o funcionamento da empresa, e quem são os membros da equipe que trabalham com o seu familiar.
O público alvo do projeto é de aproximadamente 500 servidores do Hospital das Clínicas de Bauru (HC Bauru), HRAC e Faculdade de Medicina de Bauru (FMBRU-USP).
(Com informações extraídas do projeto original aprovado pelo Edital PRIP nº 07/2025)
“Oficinas de Arte e Cultura: Qualidade de Vida e Bem-Estar no Ambiente de Trabalho”
De autoria dos seguintes servidores da Prefeitura do Campus USP de Bauru (PUSP-B): Anderson Avansi e Francisco Peres, com colaboração dos funcionários do Centro Cultural do Campus USP de Bauru.

Francisco Peres e Anderson Avansi/Foto: Kazuo Kato (Comunicação USP Bauru)
Objetivo
O Centro Cultural do Campus USP de Bauru é um espaço que congrega todos os públicos do campus para atividades de caráter artístico e cultural, a fim de promover a inclusão e o pertencimento ao espaço acadêmico e preservar a saúde mental e social de seus participantes.
É um espaço de acolhimento e relaxamento, onde as demandas do cotidiano acadêmico são substituídas por atividades que buscam o autoconhecimento e a valorização dos participantes e frequentadores.
Várias atividades são desenvolvidas nesse espaço: aulas de pintura, teatro e artesanato além de eventos como rodas de conversa, karaokê, exposições e apresentações musicais.
A proposta desse projeto é realizar cinco oficinas de curta duração em diferentes linguagens artísticas, com o intuito de integrar os funcionários técnico-administrativos em atividades que promovam o bem-estar e o relaxamento.
Serão realizadas as seguintes oficinas nos meses de maio, junho, agosto, setembro e outubro: Mosaico; Desenho; Produção de Sabonetes, Velas e Essências; Customização de Roupas e Encadernação.
“A ideia é que essas 5 oficinas que vão acontecer durante este ano, também sirvam para que as pessoas venham fazer um ponto de encontro neste espaço, e assim trabalhar um pouco de qualidade de vida, saúde mental, e coisas relacionadas ao bem-estar dentro do ambiente de trabalho”, salienta Francisco Peres, chefe do Setor de Eventos Culturais da PUSP-B.
O servidor do Setor de Eventos, Anderson Avansi acrescenta que “esse é um projeto recente, que está na sua terceira edição e o segundo projeto nosso que foi aprovado, sendo que o anterior foi há dois anos atrás com o Yoga e o Pilates. Agora nossa proposta é a realização dessas oficinas mensais, com o objetivo de trazer a atividade visando o bem-estar do funcionário do campus.”
(Com informações extraídas do projeto original aprovado pelo Edital PRIP nº 07/2025)
Marianne Ramalho (MTb. 15.744)

