O pró-reitor de Graduação da USP, Marcos Garcia Neira, é o convidado do boletim “Por Dentro da USP”, que inicia uma série de entrevistas com os novos pró-reitores da Universidade

Por Adriana Cruz/Jornal da USP
O pró-reitor de Graduação da USP, Marcos Garcia Neira, é o convidado do boletim Por Dentro da USP, veiculado no dia 15 de maio, que inicia uma série de entrevistas com os novos pró-reitores da Universidade, cujos nomes foram aprovados pelo Conselho Universitário em fevereiro deste ano.
Durante a entrevista, Neira fala sobre os principais desafios de estar à frente da Pró-Reitoria pelos próximos dois anos. Atualmente, a USP oferece 185 cursos de graduação, em todas as áreas do conhecimento, que reúnem quase 60 mil alunos, segundo dados do Anuário Estatístico da Universidade.
“Nosso desafio é a construção de um ensino de graduação alinhado às demandas da contemporaneidade. Temos uma sociedade multicultural, muito influenciada pelas tecnologias digitais de informação e comunicação, profundamente desigual, e precisamos, portanto, não só garantir a inclusão dos estudantes do ponto de vista da permanência, mas também garantir a inclusão e a qualificação pedagógica de todas as nossas experiências. O ensino de graduação do século 21 precisa estar alinhado a esses dois pilares fundamentais: a inclusão com qualidade e a excelência pedagógica”, afirmou.
“Para enfrentar esses desafios, em parceria com as Comissões de Graduação e com as Comissões Coordenadoras de Curso, nós iniciaremos um diagnóstico dos primeiros anos. É muito importante saber o que acontece no primeiro ano, porque é neste ano que se concentra a maior evasão em quase todos os cursos. Isso está presente na literatura nacional e internacional. Então, com base em indicadores quantitativos e indicadores qualitativos, nós entenderemos melhor esse fenômeno. Já iniciamos a produção desses dados para entender melhor isso e assim podermos reformular a experiência pedagógica do primeiro ano”, considera o pró-reitor.
Segundo Neira, “o segundo ponto do nosso programa que merece destaque é a atualização frequente do projeto pedagógico do curso. Não estamos falando simplesmente da atualização das disciplinas, o que é muito importante e é o que os professores fazem semestralmente ou anualmente. Estamos nos referindo a uma formação mais orgânica e sistemática do percurso curricular dos estudantes, pensando em campos de estágio, pensando em novos conhecimentos, pensando em atividades de extensão, ou seja, uma reformulação baseada em critérios bem estabelecidos e, obviamente, que levem em consideração o campo de atuação profissional”.
O pró-reitor explica que, para isso, “é fundamental a pesquisa com egressos e o levantamento da literatura que indiquem quais são as transformações que aquele campo de atuação profissional tem enfrentado. Por isso que é importante essa relação que muitos colegas têm com o exercício profissional propriamente dito, ou seja, por meio das atividades de estágio, por meio das próprias pesquisas, por meio das atividades de extensão, nós temos condições de retroalimentar os currículos e pensar em currículos cada vez mais sintonizados com as demandas da sociedade contemporânea. Assim, a USP cumpre sua missão de formar profissionais e cidadãos e cidadãs que possam enfrentar os dilemas e que possam construir uma sociedade cada vez mais justa, cada vez menos desigual”.
Mais informações sobre o trabalho dos professores Marcos Garcia Neira, pró-reitor de Graduação, e Paulo Takeo Sano, pró-reitor adjunto de Graduação, e sobre os projetos e ações desenvolvidos durante a gestão podem ser acessadas no site da Pró-Reitoria de Graduação.
(Fonte: Jornal da USP)

