A pesquisa busca investigar possíveis alterações na saúde bucal de pessoas que fazem uso dos análogos do GLP-1, medicamento utilizado no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade
Giovana Soares Buzinaro, pós-graduanda da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da Universidade de São Paulo (USP), desenvolve a pesquisa “Impacto dos Análogos ao GLP-1 na Saúde Bucal: um Estudo Coorte”. O trabalho tem orientação da professora Silvia Helena de Carvalho Sales Peres.
Nos últimos anos, cresceu o uso de medicamentos à base de GLP-1, aplicados por caneta injetável ou administrados por via oral, no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. Esses medicamentos auxiliam no controle glicêmico e na redução de peso, mas também podem causar efeitos colaterais como náusea, boca seca e alterações nos hábitos alimentares, capazes de repercutir na saúde bucal de quem os utiliza.
Quem pode participar da pesquisa
Podem participar do estudo pessoas com obesidade (IMC>30kg/m2), maiores de 18 anos, distribuídas em três grupos:
- Pessoas que iniciaram recentemente o uso do medicamento na forma injetável;
- Pessoas que iniciaram recentemente o uso do medicamento na forma oral;
- Pessoas que não fazem uso de nenhum desses medicamentos.
Não poderão participar fumantes, gestantes, pessoas com menos de seis dentes, portadoras de doenças infecciosas ou que estejam em uso de antibióticos ou anti-inflamatórios.
A participação é voluntária e gratuita. Antes de decidir participar, os interessados receberão todas as informações sobre o funcionamento da pesquisa. Os atendimentos serão realizados no Centro Avançado Translacional do Obeso (CATO-USP), no Campus da USP de Bauru.
Interessados em participar ou obter mais informações podem entrar em contato com a pesquisadora Giovana Soares Buzinaro pelo telefone (14) 99191-7034.
Objetivo da pesquisa
O estudo tem como objetivo compreender como o uso desses medicamentos pode afetar a saúde bucal ao longo do tempo. Os participantes serão acompanhados por seis meses, com consultas gratuitas nas quais serão avaliadas a saúde da gengiva, o desgaste dos dentes e a produção de saliva.
Além disso, os participantes responderão a um questionário sobre qualidade de vida e poderão relatar, em conversa com a pesquisadora, como tem sido sua experiência com o medicamento e se perceberam alguma mudança na boca ou na alimentação.
Com os resultados, a equipe pretende elaborar um protocolo de orientações para que cirurgiões-dentistas saibam como acompanhar melhor pacientes que usam esse tipo de medicamento, contribuindo para a prevenção de problemas bucais e o aprimoramento do cuidado odontológico dessas pessoas.
(Com informações do projeto de pesquisa de Giovana Soares Buzinaro)


