O público-alvo da pesquisa da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP são pessoas com diagnóstico de TEA, na faixa etária de 5 e 25 anos. Os interessados deverão preencher um formulário para pré-triagem
Por Marianne Ramalho / Comunicação USP Bauru
Isis Raquel Ghelardi, aluna de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Ciências Odontológicas Aplicadas da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da Universidade de São Paulo (USP), desenvolve o projeto intitulado “Análise do Perfil Proteômico Salivar de pacientes com diagnóstico do Transtorno do Espectro do Autismo”.
O trabalho tem como orientador Paulo Sérgio da Silva Santos, professor do Departamento de Cirurgia, Estomatologia, Patologia e Radiologia da FOB-USP, e conta com a coorientação de Talita Mendes Oliveira Ventura, professora do Departamento de Ciências Biológicas da FOB-USP.
Seleção de voluntários para a pesquisa
O público-alvo da pesquisa são pessoas com diagnóstico confirmado de TEA e definição de seu nível de suporte requerido, com idade entre 5 e 25 anos. A participação é voluntária e os interessados deverão responder a um questionário no link para que seja realizada uma pré-triagem. Aqueles que cumprirem os pré-requisitos receberão todas as informações do estudo antes de decidir se aceitam mesmo participar.
A pesquisadora Isis Raquel Ghelardi ficará responsável por entrar em contato com os interessados que preencherem adequadamente o formulário. Por isso é importante informar um contato válido. Informações adicionais podem ser obtidas no e-mail: isisraquel@usp.br .
Objetivo da pesquisa
A pesquisa busca analisar as características salivares específicas de pessoas com TEA e correlacionar com os diferentes níveis de suporte considerando este tipo de exame como uma possível ferramenta de diagnóstico para o transtorno, mais precisa, rápida, não invasiva e com menor desconforto.
As coletas de saliva não estimulada serão realizadas no Centro de Pesquisa Clínica da FOB-USP. As amostras serão posteriormente analisadas por técnicas para identificação de proteínas salivares pelo Laboratório de Bioquímica da FOB-USP.
TEA
O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é definido com um transtorno do neurodesenvolvimento de etiologia não esclarecida que causa alterações comportamentais, déficit de comunicação e interação social, com gravidade variando de leve a severo e manifestações que comprometem as habilidades físicas, psicológicas, emocionais e sociais.
A saliva, de extrema importância para manutenção da saúde bucal, apresenta em sua composição inúmeros biomarcadores que permite o estabelecimento de prognóstico, manejo e monitoramento de doenças sistêmicas e inclusive neurológicas.
Atualmente o diagnóstico de TEA é realizado por diferentes especialistas, através de análise clínica do indivíduo e sua família, durante um determinado número de sessões. Este processo além de se mostrar desconfortável aos envolvidos e trazer custos muitas vezes excessivos, ainda está susceptível a variações de julgamento – por se tratar de um processo subjetivo – mesmo havendo critérios que precisam ser seguidos.
A literatura já identificou proteínas salivares específicas em paciente com TEA. Assim, o objetivo desta pesquisa é confirmar tais resultados, correlacionar as possíveis alterações com os diferentes níveis de suporte através da comparação das características salivares de pessoas sem o transtorno, considerando ainda a análise salivar com um possível método diagnóstico para o transtorno.
(Com informações da pesquisadora Isis Raquel Ghelardi)



