Recurso utiliza técnicas de inteligência artificial que transformam o repositório de normas, portarias e resoluções da Universidade em um assistente inteligente/Arte sobre Documento de busca RGI
A Superintendência de Tecnologia da Informação (STI) lançou uma ferramenta que facilita e agiliza o acesso à legislação interna da USP com a utilização de técnicas de inteligência artificial (IA) que transformam o repositório de normas, portarias e resoluções da Universidade em um assistente inteligente que responde perguntas de forma precisa, fundamentada e confiável.
A ferramenta usa a tecnologia RAG (Retrieval-Augmented Generation), que combina recuperação inteligente de informações com geração de textos por modelos de IA minimizando alucinações, erros ou invenções comuns em ferramentas tradicionais de inteligência artificial.

João Eduardo Ferreira – Foto: Cecília Bastos/USP Imagem. “Esse produto digital é mais uma entrega do Programa USP inteligentemente 100% digital”, destaca o superintendente da STI, João Eduardo Ferreira.
Ferreira explica que o processo teve início com a criação de um conjunto de dados curados a partir de dados brutos extraídos de bancos de dados da USP, removendo ruídos como formatações HTML, rascunhos, páginas administrativas e anexos desnecessários, corrigindo problemas de codificação e extraindo datas padronizadas.
Isso resultou em um catálogo estruturado com colunas como identificador único, data de publicação, texto completo, número, ano, tipo de documento e flags de consolidação ou revogação, além de referências cruzadas. Segundo ele, o RAG permite uma resposta mais rica e completa em comparação a ferramentas de inteligência artificial como Gemini, por exemplo.
Nesta primeira etapa a ferramenta passou, com sucesso, por um processo de avaliação por parte dos usuários e deve entrar em produção em meados de fevereiro deste ano.
Nessa nova fase, migrará para infraestrutura maior, aumentará cotas de Interfaces de Programação de Aplicações (API, na sigla em inglês) e será reavaliada, considerando o novo cenário operacional e a progressiva adoção por diferentes setores da USP, além de incorporar otimizações, como refinamentos para ampliar seu impacto na comunidade universitária.
Fonte: Jornal da USP

