A edição de 2026 deste que é um dos principais rankings internacionais que avalia instituições acadêmicas e de pesquisa traz a área de Odontologia e a especialidade de Otorrinolaringologia da Universidade de São Paulo na primeira e na sexta posição, respectivamente

Atuação de estudante de Odontologia em clínica da FOB-USP e de residentes de Otorrinolaringologia no centro cirúrgico da Unidade Centrinho do HC Bauru, sob supervisão docente. Fotos: Alexandre Montilha/FOB e Otorrinolaringologia/USP Bauru
Por Tiago Rodella/Comunicação USP Bauru
A área de Odontologia e a especialidade de Otorrinolaringologia da Universidade de São Paulo (USP) estão, respectivamente, na primeira e na sexta posição da edição de 2026 do SCImago Institutions Rankings (SIR), um dos principais rankings internacionais que avalia instituições de ensino superior e de pesquisa, elaborado anualmente pela Consultoria SCImago, da Espanha.
O ranking da SCImago classifica as instituições por um indicador que combina três conjuntos diferentes de métricas com base no desempenho em pesquisa, resultados de inovação e impacto social medido pela sua visibilidade na web.
As classificações da área de Odontologia e da especialidade de Otorrinolaringologia da USP levam em conta o conjunto da Universidade e também órgãos associados, contribuindo para esta posição de destaque mundial instituições como: Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB); Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP); Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP), da capital; Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho), que integra o complexo do Hospital das Clínicas de Bauru (HC Bauru); Hospital Universitário (HU), da capital; Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP); e Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), da capital.

Entrada principal do Campus USP de Bauru. Foto: Kazuo Kato/Comunicação USP Bauru
“Ficamos muito felizes com esse reconhecimento da Odontologia. Entendemos que esse reconhecimento é fruto do trabalho de toda a nossa comunidade, nossos parceiros, especialmente nossos docentes, discentes, servidores técnicos e administrativos. Essa é uma conquista coletiva de um trabalho conjunto da nossa comunidade, que reflete o empenho de cada um, dia a dia, dentro da FOB”, destaca o professor Rodrigo Cardoso de Oliveira, diretor da FOB-USP.
De acordo com Luiz Fernando Manzoni Lourençone, chefe dos Serviços de Otorrinolaringologia e de Implante Coclear do HC Bauru e docente da Faculdade de Medicina de Bauru (FMBRU-USP), a classificação da SCImago é hoje um dos principais rankings internacionais de instituições científicas, com foco essencial em produção acadêmica e impacto científico.
“Diferente de rankings mais institucionais ou reputacionais, ele é fortemente baseado em dados objetivos da Scopus [a maior base de dados de resumos e citações de literatura científica revisada por pares]. Ele avalia três grandes dimensões: a pesquisa, isto é, o volume de publicações, impacto das citações e qualidade dos periódicos; a inovação, por meio da produção tecnológica, como patentes e transferência de conhecimento; e o impacto social, considerando a visibilidade digital, presença na web e influência social da instituição. Ou seja, é um ranking que mede essencialmente a ciência produzida, a relevância e o alcance global, com menor peso para aspectos assistenciais ou estruturais”, explica o professor.
“No caso da Otorrinolaringologia da USP Bauru, esse desempenho se explica por uma combinação muito forte de fatores. Primeiro, há uma produção científica consistente e de alto impacto, especialmente em áreas como deficiência auditiva, implante coclear e anomalias craniofaciais, que são nichos altamente relevantes internacionalmente. Segundo, o modelo do HRAC/Centrinho é único: ele integra assistência altamente especializada, ensino e pesquisa, o que gera um volume grande de dados clínicos qualificados e publicações com relevância real. Além disso, existe uma tradição de formação de recursos humanos, colaboração internacional e participação em redes científicas, o que aumenta o impacto e a visibilidade global. Não se trata apenas de volume – é produção com impacto clínico real e inserção internacional, que é exatamente o que o ranking SCImago valoriza”, ressalta Luiz Fernando.
A Odontologia da USP obteve a primeira posição nas últimas seis edições do SIR, desde 2021, quando a classificação por área foi incluída no ranking. Já a Otorrinolaringologia da USP esteve classificada entre as dez melhores nas últimas cinco edições, desde 2022, ano em que a especialidade foi inserida no ranking – sendo a melhor classificação em 2024 (quarta posição). “É importante destacar que, nessas cinco edições, a Otorrinolaringologia da USP esteve atrás somente de universidades, hospitais e centros médicos de ponta norte-americanos, como Harvard, Johns Hopkins, Stanford e Vanderbilt, e, em determinados anos, à frente de algumas dessas renomadas instituições”, enfatiza o professor.

Publicada no último dia 25 de fevereiro, a edição de 2026 do SIR avalia 10.827 instituições de todo o mundo, sendo 5.491 universidades, além de outros setores que também realizam pesquisa, como hospitais e serviços de saúde, órgãos governamentais, empresas e organizações sem fins lucrativos. A classificação abrange ainda 19 áreas do conhecimento e 58 especialidades.
O ranking completo – com classificação geral e classificação por áreas do conhecimento e especialidades, por tipos de indicador e de instituição, por regiões e países e por ano – pode ser consultado no site scimagoir.com/rankings.php.

