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Cursos de Medicina e de Odontologia da USP Bauru têm ótima avaliação e renovação do reconhecimento

Realizada e concedida pelo Conselho Estadual de Educação, a avaliação e renovação do reconhecimento dos cursos de graduação oferecidos por universidades e centros universitários do Estado acontece a cada cinco anos; curso de Fonoaudiologia está em processo de avaliação e renovação do reconhecimento e tem visita presencial dos avaliadores programada para este mês de setembro

Estudantes de Medicina e de Odontologia da USP Bauru em atuação no Centro de Educação e Capacitação em Saúde (CECS) da FMBRU e em clínica odontológica da FOB. Fotos: Acervos FMBRU e FOB


Os cursos de Odontologia e de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) em Bauru acabam de obter a renovação do reconhecimento pelo Conselho Estadual de Educação (CEE) de São Paulo, ambos com ótima avaliação. As Portarias CEE
291/2026 e 317/2026, que renovam o reconhecimento dos cursos por cinco anos, foram publicadas no Diário Oficial do Estado no último mês de agosto.

Com 60 vagas anuais e oferecido em período integral, o curso de Medicina da USP Bauru foi classificado novamente como excelente, agora com nota 4,92 (sendo a nota máxima 5).

José Sebastião dos Santos, diretor da Faculdade de Medicina de Bauru. Foto: Site FMBRU

“A renovação do reconhecimento, com nota 4,92 em uma escala de 1 a 5, representa muito mais do que a manutenção de um conceito de excelência. Ela demonstra uma evolução muito consistente do curso de Medicina da USP em Bauru. No primeiro reconhecimento, em 2023, já havíamos obtido conceito excelente, com média 4,14. Agora, três anos depois, alcançamos 4,92, muito próximos da nota máxima. Dos 38 indicadores avaliados, 31 melhoraram. Além disso, 35 dos 38 quesitos – 92,1% – receberam nota máxima 5”, destaca o professor José Sebastião dos Santos, diretor da Faculdade de Medicina de Bauru (FMBRU) da USP.

“Talvez o aspecto mais importante seja que não houve uma melhora isolada. A evolução ocorreu simultaneamente no projeto pedagógico, na gestão acadêmica e desenvolvimento docente e na infraestrutura e ambientes de prática. Isso mostra o amadurecimento de um curso que, em 2023, ainda concluía seu primeiro ciclo de implantação e formava sua primeira turma, e que hoje apresenta um grau muito maior de consolidação acadêmica e institucional”, avalia o dirigente.

A avaliação dos cursos de Medicina é regulamentada pela Deliberação CEE 167/2019 – que fixa normas específicas para a área e inclui parâmetros de 1 a 5, com conceitos que variam de insatisfatório (até 2,9), satisfatório (3,0 a 3,9) e excelente (4,0 a 5,0) – e também pela Deliberação CEE 171/2019 – que dispõe sobre a regulação, supervisão e avaliação de instituições de ensino superior e cursos superiores de graduação no Estado e que abrange também os demais cursos de graduação, com metodologia que não utiliza notas e conceitos.

Com 50 vagas por ano e igualmente ministrado em período integral, o curso de Odontologia também obteve ótima avaliação.

Em seu parecer, a comissão avaliadora apontou que o curso de Odontologia da USP Bauru reúne condições acadêmicas, pedagógicas e institucionais plenamente satisfatórias para a renovação do seu reconhecimento.

Destacou também a excelência da formação oferecida pela Unidade, evidenciada pela consistente articulação entre ensino, pesquisa e extensão, pela sólida inserção regional, pela expressiva integração com o Sistema Único de Saúde (SUS), pela qualificação do corpo docente, pela adequada infraestrutura de laboratórios, clínicas e biblioteca, bem como pela organização curricular alinhada às Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Graduação em Odontologia. A comissão de especialistas ressaltou ainda a relevância social da atuação da Faculdade, reconhecida pela prestação de serviços especializados à população e pela formação de profissionais aptos a atuar em diferentes níveis de atenção à saúde.

Rodrigo Cardoso de Oliveira, diretor da Faculdade de Odontologia de Bauru. Foto: STE/FOB

“Os avaliadores destacaram, entre vários pontos, a qualidade do nosso currículo, da nossa grade curricular, do nosso projeto pedagógico do curso de Odontologia, bem como a qualidade do nosso corpo docente e o seu envolvimento institucional. Isso ficou bem destacado no relatório dos avaliadores, o que nos deixa muito orgulhosos e certos de que estamos no caminho certo para desenvolver um bom trabalho e manter a Odontologia dentro de um patamar de excelência”, ressalta o professor Rodrigo Cardoso de Oliveira, diretor da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP.

Já o curso de Fonoaudiologia, oferecido pela FOB-USP, está em novo processo de avaliação e renovação do reconhecimento e tem visita presencial da comissão avaliadora programada para este mês de setembro.

Compromisso com a sociedade
Para os dirigentes da FMBRU-USP e da FOB-USP, a avaliação e o reconhecimento dos cursos de Medicina e de Odontologia também demonstram evolução institucional bem como o impacto dos cursos na educação, na ciência e tecnologia e na extensão de serviços à população.

“O reconhecimento da excelência do curso de Odontologia é uma conquista de toda a comunidade FOB-USP, fruto de todo trabalho que tem sido feito não só pelos docentes, mas também pelos nossos servidores técnico-administrativos, alunos e colaboradores terceirizados. Representa a força da FOB, sua relevância social e o reconhecimento do curso de Odontologia perante um seleto grupo de avaliadores externos que ficaram mais de um dia dentro da instituição e tiveram uma avaliação extremamente positiva”, pontua o dirigente da FOB-USP, Rodrigo Cardoso de Oliveira.

O diretor da FMBRU-USP também salienta que esse resultado deve ser entendido como uma conquista coletiva e institucional. “Ele reflete o trabalho dos docentes, estudantes, servidores, preceptores, gestores acadêmicos e profissionais dos diferentes serviços de saúde que participam da formação médica. Para uma instituição pública, esse resultado também reafirma nosso compromisso com a formação médica de qualidade, com a Universidade e com a sociedade”, assinala José Sebastião dos Santos.

‘Filha’ mais nova cresce
A avaliação da CEE teve significado especial para a FMBRU-USP, que é a mais nova Unidade da Universidade de São Paulo, criada em 19 de março de 2024.

Para o diretor da Unidade, o resultado traduz o amadurecimento da integração da Faculdade com os ambientes assistenciais e com o sistema de saúde de Bauru e da região.

“Há um dado que sintetiza bem esse percurso: em 2023, o curso obteve 4,14; em 2026, 4,92. Mais importante ainda, 81,6% dos 38 indicadores melhoraram e 92,1% receberam nota máxima na avaliação atual. Portanto, não estamos comemorando apenas uma nota elevada. Estamos diante de evidências de que o curso conseguiu identificar fragilidades de sua fase inicial, trabalhar sobre elas e apresentar, três anos depois, uma evolução ampla e mensurável”, analisa José Sebastião dos Santos.

De acordo com o dirigente, os números permitem identificar com clareza onde ocorreu evolução no curso de Medicina. “No Projeto Pedagógico, todos os 14 indicadores receberam nota máxima em 2026. Alguns avanços são particularmente significativos: a participação dos estudantes na rede de saúde local e regional passou de 3 para 5; as experiências diversificadas de aprendizagem, de 3,5 para 5; e o planejamento do internato médico, também de 3,5 para 5. A relação com a gestão municipal de saúde passou de 4,5 para 5. Isso é muito relevante porque, em 2023, a comissão [avaliadora] havia identificado dificuldades na integração com a rede municipal. Portanto, a avaliação atual demonstra que fragilidades concretamente apontadas no primeiro reconhecimento foram enfrentadas e superadas”, observa.

O diretor da FMBRU-USP aponta que outro avanço importante ocorreu no corpo docente e na organização acadêmica. “Em 2023, a comissão manifestou preocupação explícita com a necessidade de ampliar o número de docentes efetivos. Na avaliação atual, titulação, dedicação, experiência profissional, desenvolvimento docente, produção científica e avaliação do programa educacional alcançaram nota 5. Na infraestrutura, também houve uma mudança expressiva: locais de trabalho dos docentes, salas de aula, laboratório de habilidades e simulação, biblioteca, unidades de saúde e hospitais como campos de prática chegaram à pontuação máxima”, acrescenta.

“Naturalmente, uma avaliação de excelência não significa que o curso não tenha o que aprimorar. Dentre os 38 quesitos, três ficaram em 4,0 e podem melhorar com ajustes administrativos no âmbito da Unidade, do Campus e da rede de atenção à saúde. A nossa orientação deve ser a de melhoria contínua: avaliar, compreender as evidências, implementar aperfeiçoamentos e reavaliar os resultados”, pondera José Sebastião dos Santos.

“Adicionalmente, pode-se afirmar que a criação da Faculdade de Medicina de Bauru, em 2024, proporcionou uma estrutura de governança, planejamento e desenvolvimento que traz novas perspectivas para o curso com a implementação dos 15 Programas de Residência Médica, além da incorporação de residências multiprofissionais, os cursos de especialização e do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação. As condições institucionais para crescer, amadurecer e ampliar a missão da FMBRU-USP representam mais do que uma nota maior, mas a possibilidade de construção de um ambiente acadêmico de formação em saúde, que hoje integra graduação, residência, pós-graduação, pesquisa, extensão e assistência”, explica.

“Mais do que passar de 4,14 para 4,92, o que nos deixa satisfeitos é verificar que 31 dos 38 indicadores evoluíram e 35 alcançaram a nota máxima. Isso demonstra que o crescimento do curso foi amplo, consistente e institucional. Por essa razão, a renovação do reconhecimento por cinco anos tem um valor simbólico ainda maior. Ela não é apenas um ato regulatório: é o reconhecimento externo de que a decisão de criar a Faculdade de Medicina de Bauru foi acertada e já produz resultados mensuráveis. A FMBRU-USP nasceu para dar sustentação, identidade e perspectiva de futuro ao ensino médico em Bauru”, conclui o dirigente.